EUA trazem ao Rio um dos maiores navios de guerra do mundo em operação internacional

 

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O Rio de Janeiro vai receber, no início de maio, um dos maiores navios de guerra do mundo. O porta-aviões USS Nimitz (CVN-68) será o principal destaque da Operação Southern Seas 2026, considerada o maior exercício naval dos Estados Unidos na América do Sul desde 2007.

A missão é coordenada pela 4ª Frota dos Estados Unidos, e contará com a participação de forças de dez países, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Ao longo da operação, estão previstas manobras conjuntas no mar, intercâmbio entre especialistas e visitas de autoridades convidadas às embarcações.

Com mais de 330 metros de comprimento e deslocamento próximo de 100 mil toneladas, o Nimitz é o primeiro navio de sua classe e segue como o mais antigo porta-aviões em atividade na Marinha americana. Movido por dois reatores nucleares, o gigante pode operar por longos períodos sem reabastecimento e transportar dezenas de aeronaves, entre caças, helicópteros e aviões de apoio.

Sandro Teixeira, professor de Ciências Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, afirma que a presença do navio é um sinal de diplomacia militar, mas também de demonstração de forças.

“Ele representa uma das principais bases do poderio militar americano global. Quando ele vier para o Rio, provavelmente vai fazer, antes ou depois, uma série de exercícios com a Marinha do Brasil, a Marinha da Argentina e algumas marinhas do lado do Atlântico, que são uma reafirmação da diplomacia militar e passam vários sinais. A presença de um navio tão poderoso é, sem dúvida, não só uma mensagem militar, de apresentar os Estados Unidos como um parceiro viável que pode produzir segurança na região, mas também um aviso claro de que têm a capacidade de projetar poder. Então, também serve como um recado para os governos da região", explica.

Além do Nimitz, a força-tarefa inclui o destróier USS Gridley (DDG-101), que acompanhará o grupo durante a navegação pelo continente sul-americano. Exercícios de passagem e operações integradas devem ser realizados com marinhas parceiras, reforçando a cooperação e a capacidade conjunta em cenários marítimos.

Além do Nimitz, a força-tarefa inclui o destróier USS Gridley (DDG-101), que acompanhará o grupo durante a navegação pelo continente sul-americano. Exercícios de passagem e operações integradas devem ser realizados com marinhas parceiras, reforçando a cooperação e a capacidade conjunta em cenários marítimos.

Segundo a Marinha dos Estados Unidos, a missão tem como foco ampliar a segurança regional e a cooperação entre países do Hemisfério Ocidental diante de ameaças comuns no ambiente marítimo.

O grupo embarcado reúne milhares de militares e uma ala aérea completa, capaz de realizar desde missões de defesa até operações ofensivas e apoio logístico. A presença no Brasil também prevê atividades de integração e observação técnica, permitindo que representantes de países parceiros acompanhem de perto o funcionamento de um porta-aviões.

O porta-aviões deve permanecer no Rio entre os dias 07 e 12 de maio.