EUA tentam criar coalização internacional para liberar navegação em Ormuz, diz imprensa americana

 

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O governo dos Estados Unidos tenta criar uma coalização internacional com diversos país para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz. As informações são da agência de notícias Reuters e do jornal Washington Post através de telegramas do Departamento de Estado americnao.

Datado de 28 de abril, na terça, o documento é assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, aprovando a criação da Constructo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês). A iniciativa é da pasta junto com o Pentágono.

'O MFC constitui um primeiro passo crucial para o estabelecimento de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio. Essa estrutura é essencial para garantir a segurança energética a longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e manter os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais', afirmou o comunicado.

O Departamento de Estado estaria na articulação como centro diplomático entre os países e a indústria naval. Já o Pentágono serviria como coordenação do tráfego marítimo, se comunicando com as embarcações.

As embaixadas dos EUA devem transmitir a nota diplomática oralmente aos países parceiros até 1º de maio, mas não à Rússia, China, Bielorrússia, Cuba e 'outros adversários dos EUA', dizia o telegrama.

A participação poderá assumir a forma de diplomacia, partilha de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio, afirmou o texto ainda.

'Acolhemos com satisfação todos os níveis de envolvimento e não esperamos que o seu país transfira ativos e recursos navais de estruturas e organizações marítimas regionais já existentes', dizia o telegrama.

O tráfego marítimo pelo estreito, que antes transportava um quinto do petróleo e gás do mundo, diminuiu drasticamente desde que os EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro e Teerã bloqueou a via navegável.

EUA apreenderam quase meio bilhão de dólares em criptomoedas do Irã, afirma secretário de Trump

Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Fabrice COFFRINI / AFP

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou em entrevista à Fox News que o governo Trump apreendeu 'quase meio bilhão' de dólares em criptomoedas iranianas e que a 'Operação Fúria Econômica' mergulhou o governo de Teerã em uma crise severa.

Segundo Bessent, foram cerca de US$ 350 milhões em criptomoedas inicialmente, 'além de outros US$ 100 milhões que adquirimos recentemente, elevando o total para quase meio bilhão, e estamos congelando contas bancárias em todo o país'.

Ele acrescentou que Trump ordenou a campanha de pressão econômica em março do ano passado e pediu que ele 'intensificasse ainda mais a pressão' há cerca de três semanas.

Os Estados Unidos agora pressionam governos e empresas estrangeiras a romperem relações com o Irã.

'Entramos em contato com compradores de petróleo iraniano e dissemos a eles que estamos dispostos a impor sanções secundárias às suas indústrias e bancos que toleram petróleo iraniano em seus sistemas'.