EUA temem que conflito com Irã se torne uma 'Guerra Fria', sem ataques e acordo, diz site

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está 'frustrado, mas realista' em relação ao Irã, já que as negociações permanecem paralisadas, informou o site de notícias Axios nesta terça-feira (28).

Um assessor próximo ao presidente comentou que Trump não quer usar a força, mas não está recuando em suas exigência.

O relatório citou vários funcionários americanos que disseram estar preocupados com a possibilidade de Washington ser arrastado para um conflito congelado com o Irã, sem guerra nem acordo, lembrando a Guerra Fria.

Nesse cenário, as forças americanas permaneceriam posicionadas na região por meses, com o Estreito de Ormuz fechado, enquanto os dois lados continuariam aguardando uma ação do adversário.

Trump oscila entre a possibilidade de novos ataques militares contra o Irã e a expectativa de que a estratégia econômica de 'pressão máxima' leve Teerã a negociar seu programa nuclear.

Guerra no Irã completa dois meses sem perspectiva de trégua permanente

Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.

AFP

A guerra no Irã completa dois meses nesta terça-feira (28), sem nenhuma perspectiva de trégua permanente.

Os números da tragédia humana são incertos, mas segundo a ONG Human Rights Activists, sediada nos Estados Unidos, já são mais de três mil e seiscentos mortos. O Ministério da Saúde iraniano também registra mais de 30 mil feridos.

No tabuleiro estratégico, o fechamento do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo em quase 50% nesse período.

A queda de braço entre os Estados Unidos e o regime mantém o barril acima dos 100 dólares, o que pressiona a inflação no mundo todo, inclusive no Brasil.

O governo americano pode dar hoje uma resposta a mais uma proposta do regime iraniano para o fim da guerra.

O plano condiciona a abertura do Estreito de Ormuz ao encerramento das hostilidades e ao adiamento da discussão sobre o programa nuclear.

O presidente Donald Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional para avaliar o texto, mas exige que o tema nuclear seja tratado agora, e não depois.

Segundo a agência Reuters, o republicano ficou insatisfeito com a proposta por não abordar o programa nuclear do Irã.

A porta-voz da Casa Branca também adiantou que as exigências fundamentais, de que o Irã jamais poderá ter armas nucleares, permanecem.

Enquanto isso, aumenta a pressão dos aliados europeus, como França e Alemanha, por um cessar-fogo duradouro.

Nessa segunda (27), o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os Estados Unidos estão sendo “humilhados” pelo Irã e criticou a condução americana da guerra.

Berlim integra uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação na via marítima estratégica após a tentativa de estabelecimento de um cessar-fogo permanente.

Na Rússia, ao receber a visita do ministro de Relações Exteriores do Irã, o presidente Vladimir Putin prometeu apoio total ao regime de Teerã.

Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.

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