Uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos relacionadas ao Irã foi lançada. Oito petroleiros e 10 entidades, seis das quais sediadas na China, foram alvo das sanções.
O Departamento de Tesouro americano afirmou que as medidas são 'contra as tentativas desesperadas do regime iraniano de monetizar o Estreito de Ormuz e sustentar a economia do país'. 'Com uma economia em queda livre e inflação de três dígitos, o regime iraniano precisa desesperadamente de liquidez. Os Estados Unidos não permitirão que o Irã mantenha o comércio global como refém e use o transporte marítimo internacional para financiar o terrorismo e a repressão' da Guarda Revolucionária Islâmica, enfatizou o Secretário do Tesouro, Scott Bessent . A notícia surge no mesmo dia em que o Irã rejeitou uma proposta de Omã para dividir igualmente o controle do Estreito de Ormuz, comprometendo as esperanças de que Teerã e Washington retomem rapidamente as negociações para pôr fim à guerra. As informações são do jornal Wall Street Journal. País vizinho ao Irã, Omã propôs um plano temporário para estabelecer canais de controle divididos igualmente, mas Teerã defendeu nessa terça-feira (28) em manter a maior parte da via, crucial para o fluxo global de petróleo, de acordo com um de seus principais diplomatas. O controle do Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias AFP, continua sendo um obstáculo para qualquer resolução pacífica da guerra no Oriente Médio, e o Irã insiste em controlar esse corredor de petróleo e gás. Navios passam pelo Estreito de Ormuz. ISNA/AFP A Guarda Revolucionária impediu a travessia de navios pela rota comercial, alegando ter interceptado três petroleiros 'que ignoraram nossos avisos e continuaram navegando por uma rota perigosa e ilegal'. O governo iraniano afirmou no início desta semana que havia mantido conversas com Omã sobre 'princípios comuns e mecanismos operacionais' para garantir a passagem segura de navios. Em junho, os países disseram que discutiriam a imposição de taxas de serviço na via navegável, uma medida à qual Washington se opõe. Mas Omã também irritou o Irã ao afirmar que os navios poderiam transitar pelo Estreito de Ormuz através de suas águas, e Teerã respondeu atacando as embarcações. Nesta terça-feira Trump recebeu na Casa Branca, em encontros separados, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. De acordo com a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ambas as reuniões foram positivas e produtivas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Netanyahu descreveu o encontro como "uma das melhores conversas, com o entendimento do objetivo comum de garantir que o Irã não tenha armas nucleares, além de outros objetivos”. A reunião com Netanyahu, que durou cerca de uma hora e meia, é o primeiro encontro presencial entre Trump e Netanyahu desde o recomeço da guerra. Nesse meio tempo, Trump chegou a chamar o israelense de 'louco' em um telefonema e, desde então, as relações andavam estremecidas. O encontro entre os líderes dá sequência a um cenário de desentendimentos entre Washington e Tel Aviv sobre a condução das operações contra o Irã e a presença militar em Gaza, no Líbano e na Síria. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá declaração à imprensa durante cúpula da OTAN. Flip Singer / POOL / AFP
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