EUA querem restrições a companhias aéreas iranianas, anuncia secretário de Trump

EUA querem restrições a companhias aéreas iranianas, anuncia secretário de Trump

 

Fonte: Bandeira



Os Estados Unidos buscarão proibir que companhias aéreas iranianas utilizem slots de pouso, reabastecimento e venda de passagens, como parte de uma iniciativa destinada a aumentar a pressão econômica sobre o Irã.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a medida em uma publicação nas redes sociais.

'A economia e a moeda do Irã estão em queda livre', disse Bessent, sem esclarecer se as restrições às companhias aéreas iranianas se aplicarão exclusivamente aos Estados Unidos ou se se estenderão às operações globais.

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo nesta quinta-feira (28) sobre um memorando de entendimento de 60 dias para estender o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

A informação foi divulgada pelo site de notícias dos bastidores da política americana Axios, citando dois funcionários americanos. Os líderes do Irã já deram sua aprovação, disseram autoridades americanas.

Porém, para assinatura e continuidade do processo, o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda precisa dar a aprovação final.

Segundo autoridades americanas, os negociadores americanos informaram Trump, mas ele não aprovou o acordo imediatamente, pedindo alguns dias para pensar a respeito.

Dessa forma, esse acordo não seria o final para a guerra, mas sim um passo em direção a uma proposta de paz. Os dois países ainda precisam discutir outros termos e usariam os dois meses para que isso fosse possível.

O memorando de entendimento permitirá a navegação 'sem restrições' pelo Estreito de Ormuz, sem pedágios ou assédio, enquanto o Irã supostamente terá que remover todas as minas do estreito em 30 dias.

O bloqueio naval dos EUA também teria que ser suspenso e o Irã se comprometeria a não buscar o desenvolvimento de armas nucleares, disseram autoridades à Axios, acrescentando que os EUA se comprometeriam a discutir o alívio das sanções e a liberação de fundos iranianos congelados.

EUA diz que lançamentos de mísseis violaram cessar-fogo

Momento em que míssil iraniano é lançado contra o Kuwait.

Reprodução

O Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações no Oriente Médio, declarou nesta quinta-feira (28) que os mais recentes lançamentos de mísseis do Irã contra uma base americana no Kuwait representa uma 'flagrante violação do cessar-fogo'.

Segundo o texto, isso ocorreu 'horas depois de as forças iranianas lançarem cinco drones de ataque unidirecional que representavam uma clara ameaça dentro e nas proximidades do Estreito de Ormuz'.

'Todos os drones foram interceptados com sucesso pelas forças americanas, que também impediram o lançamento de um sexto drone a partir de um centro de controle terrestre iraniano em Bandar Abbas'.

O Kuwait classifica ataque iraniano com drones e mísseis como 'escalada perigosa'.

O Comando Central afirmou que permanece 'vigilante e ponderado' na defesa de suas forças e interesses contra a 'agressão injustificada do Irã'.

Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, as forças armadas iranianas afirmaram ter atacado uma base aérea americana após um ataque dos EUA perto do aeroporto de Bandar Abbas.

A Guarda Revolucionária Islâmica não especificou qual base americana havia sido alvo do ataque, mas alertou para uma resposta 'mais decisiva' e afirmou que a responsabilidade pelas consequências recaía sobre o 'agressor'.

'O inimigo sabe que a agressão não ficará sem resposta', dizia o texto.

A troca de tiros aumenta a crescente incerteza sobre se o cessar-fogo entre os EUA e o Irã será mantido.

No início desta semana, Washington afirmou ter lançado 'ataques de autodefesa' contra embarcações que supostamente estariam instalando minas.

Teerã alegou que esses ataques constituíam uma violação do cessar-fogo.