EUA pressionam governo da Venezuela por uma 'transição' um mês após saída de Maduro

 

Fonte:


A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu nessa segunda-feira (2) com Laura Dogu, encarregada de negócios dos EUA no país, em uma tentativa de novos acordos para a continuidade do apoio entre os dois governos um mês após a captura e prisão de Nicolás Maduro.

Rodríguez aproveitou para nomear vários membros do gabinete e uma nova diplomacia nos Estados Unidos.

Do outro lado, Dogu escreveu nas redes sociais que conversou com a presidente sobre os planos americanos para 'estabilização, recuperação econômica, reconciliação e transição'.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, afirmou após a reunião que o foco diplomático daqui para frente envolverá 'a resolução das diferenças e controvérsias históricas entre os Estados Unidos e a Venezuela'.

'Revisamos a agenda comum, especialmente em relação à energia, comércio e política', disse.

Delcy aproveitou a conversa para anunciar nomeações para diversos cargos do governo. Entre eles estão a do ex-ministro das Relações Exteriores, Félix Plasencia, para chefiar a missão diplomática da Venezuela nos Estados Unidos.

A nomeação de Plasencia marca uma mudança crucial nas relações diplomáticas entre Caracas e Washington, que foram rompidas em 2019, depois que os Estados Unidos se recusaram a reconhecer a reeleição de Maduro. Na época, apoiaram um governo paralelo liderado pelo então líder da oposição, Juan Guaidó.

Rodríguez também nomeou Daniella Cabello, filha do ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, como ministra do Turismo.

Cabello, uma das figuras políticas mais importantes do país, prometeu o apoio da polícia a Rodríguez quando virou presidente após Maduro ter sido deposto em uma operação militar americana que resultou em mortes no mês passado e levado para Nova York para ser julgado por acusações de tráfico de drogas.

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, disse a repórteres durante uma videoconferência na segunda-feira que estaria disposta a se encontrar com Rodríguez 'se necessário' para estabelecer um 'cronograma de transição'.

'Se for necessário trocar ideias em uma reunião para definir um cronograma de transição, isso acontecerá', comentou.

No entanto, ela acrescentou que o governo interino de Rodríguez 'ainda é a máfia'.

'Podem ter outro nome, mas são a máfia'.

Trump diz que quer transformar Canadá, Groenlândia e Venezuela em estados americanos

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

AFP

Em um jantar realizado em um tradicional clube de Washington DC com membros importantes da política e da economia dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump voltou a falar sobre a anexação de outros países.

Ele disse agora que quer transformar o Canadá, Groenlândia e Venezuela em estados americanos.

'Nunca foi minha intenção converter a Groenlândia no estado número 51. Quero converter o Canadá no estado número 51. A Groenlândia será o estado número 52. A Venezuela pode ser o estado número 53', disse ele no evento nesse domingo (1).

A afirmação aconteceu em um momento que Trump discursava para os convidados. A informação foi divulgada por diversos veículos da imprensa americana, citando presentes no evento.

Trump vem em uma ofensiva contra os três locais nos últimos meses. Em relação à Venezuela, conseguiu prender o presidente Nicolás Maduro e diz que mantém negociações com o atual governo no país.

Já sobre a Groenlândia há uma disputa com a Dinamarca, especialmente, e outros países europeus que controlam parte do território. Trump afirma que a região é alvo de influências da China e da Rússia.

Por fim, o Canadá é outro local que o republicano comenta desde que retornou ao cargo, em 2025. Apesar disso, o governo canadense rechaça qualquer acordo ou anexação por parte dos EUA. A situação, inclusive, fez ascender um movimento de defesa do território, com o premiê Mark Carney sendo eleito justamente por esse discurso.

Donald Trump divulga foto de Nicolás Maduro capturado

Reprodução