EUA oferecem recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à captura de líderes iranianos
Os Estados Unidos estão oferecendo uma recompensa de US$ 10 milhões, mais de R$ 50 milhões, para quem fornecer informações que levem à captura de líderes iranianos de alto escalão. Entre os nomes citados na lista está o de Mojtaba Khamenei, atual líder supremo do Irã e filho de Ali Khamenei, que morreu durante o conflito no Oriente Médio.
O ministro da Inteligência e Segurança do Irã também estão entre os 10 indivíduos procurados pelo Departamento de Estado dos EUA.
Anúncio veio do Programa do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Trump promete atacar Irã com 'muita força' na próxima semana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista à Fox News que os americanos atacarão o Irã com 'muita força na próxima semana', sem dar maiores detalhes. Anteriormente, em uma publicação na rede social Truth Social, Trump comentou que ataques seriam fortes nesta sexta-feira (13) também.
Além disso, na mesma entrevista, o republicano comentou sobre a possibilidade de facilitar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz.
'Faríamos isso se fosse necessário... espero que tudo corra muito bem. Vamos ver o que acontece'.
Trump também disse acreditar que o novo líder do Irã pode ter sido ferido durante o primeiro dia de ataques americanos e israelenses.
'Acho que provavelmente sim. Acho que ele está traumatizado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma'.
Os Estados Unidos emitiram uma licença de 30 dias que permite a países comprarem petróleo russo e derivados que atualmente estão retidos no mar. A medida busca estabilizar os mercados globais de energia, abalados pela guerra contra o Irã, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
É a primeira vez que Washington suspende sanções contra a Rússia desde o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando Moscou invadiu o país vizinho.
Nessa quinta (12), no primeiro pronunciamento, o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, disse que vai 'vingar o sangue de seus mártires'.
Ele prometeu novos ataques a bases americanas na região e a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz, importante rota marítima de passagem de navios petroleiros. O discurso foi enviado e lido na emissora estatal iraniana.
Outras autoridades do Irã, porém, contradisseram a informação. O vice-chanceler anunciou que alguns países teriam permissão para cruzar a via marítima, enquanto o embaixador do país na ONU garantiu que a rota não seria fechada, afirmando que o Irã está 'comprometido com os princípios da liberdade de navegação'.
Eleito para liderar o país no último domingo, o filho de Ali Khamenei ainda não fez nenhuma aparição pública. Ele teria sido hospitalizado com ferimentos no ataque americano.
Ele ainda disse que conversa com o presidente americano, Donald Trump, quase todos os dias.
Nenhum dos dois líderes falou sobre a investigação preliminar que culpou os Estados Unidos pelo bombardeio a uma escola primária iraniana no primeiro dia da ofensiva, que matou 175 pessoas, sendo 150 crianças. O documento indica que o local estava na lista de alvos e pode ter sido confundido com uma fábrica ou instalação militar.
Nos fronts, essa quinta foi marcada pela ampliação da ofensiva contra Beirute, no Líbano, alvo por causa da organização terrorista Hezbollah, financiada pelo Irã.
Os ataques já mataram mais de 680 pessoas, tiraram mais de oitocentas mil de casa e esvaziaram 10% do território do país.
Israel também começou uma nova onda de ataques contra a capital iraniana, Teerã.
Nessa quinta-feira (12), no fim da noite, mais de 150 brasileiros que estavam no Catar voltaram ao Brasil com o retorno de voos saindo da capital Doha até São Paulo. Muitos tentavam voltar há dias, mas não conseguiam por causa dos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio.
A viagem só foi possível após articulações que o Itamaraty tem feito com países da região.
