‘EUA não podem se opor a resultado eleitoral’, diz Celso Amorim sobre Trump não ter se manifestado sobre vitória de Lula

‘EUA não podem se opor a resultado eleitoral’, diz Celso Amorim sobre Trump não ter se manifestado sobre vitória de Lula - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Diante da ausência de uma manifestação dos Estados Unidos sobre o resultado das eleições, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que a Casa Branca não pode se opor à decisão das urnas e que o Brasil manterá relações com Washington sem abrir mão da soberania nacional.

— Não existe isso de reconhecimento de governo. A não ser que haja manifestação em contrário, isso não preocupa.

O mundo todo já fez manifestação. Os EUA não podem se opor ao resultado eleitoral.

O Brasil é um país independente e vai ter boas relações com os EUA, como nós queremos, mas depende também do que eles fizerem — afirmou Amorim ao GLOBO. A avaliação ocorre em meio às tensões entre o governo brasileiro e a Casa Branca, que envolvem especialmente sanções a autoridades brasileiras e tarifas comerciais.

Trump demonstrou simpatia por Flávio Bolsonaro, mas não declarou apoio explícito a nenhum dos candidatos desde o primeiro turno, mas classificou como uma “grande vitória” o desempenho do senador, que terminou à frente de Lula em 4 de outubro. O Departamento de Estado afirmou apoiar eleições livres e justas, mas não assumiu expressamente o compromisso de respeitar o resultado das urnas, em resposta a parlamentares democratas que cobraram garantias de respeito ao processo eleitoral brasileiro.

O presidente do Chile, José Antonio Kast, telefonou para Lula para cumprimentá-lo pela vitória. Embora de direita e aliado da família Bolsonaro, Kast tem construído uma relação pragmática com governo Lula.

Também parabenizaram Lula publicamente os presidentes de direita da Bolívia, Rodrigo Paz, Paraguai, Santiago Peña e do Panamá, José Raúl Mulino. Amorim também afirmou que o Brasil não deve se submeter a pressões externas e após a vitória de Lula, o assessor vê o Brasil como uma referência democrática na América Latina. 

— Não somos colônia. Somos uma fortaleza da democracia progressista da América Latina, com democracia voltada para justiça social, dignidade e combate ao crime por meios apropriados — disse Amorim.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →