EUA liberam militares para atacar 'ameaças contra embarcações' que transitam em Ormuz, afirma site

 

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Os Estados Unidos alteraram as regras para suas forças posicionadas na região. Com isso, agora, os militares poderão atacar ameaças imediatas contra embarcações que transitem pelo Estreito de Ormuz, como lanchas rápidas da Guarda Revolucionária Islâmica ou instalações de mísseis iranianas.

A informação foi divulgada pelo site Axios, citando um oficial americano. Ela surge em meio a notícia que o Exército dos EUA afirmou nesta segunda-feira (4) que dois navios mercantes de bandeira dos EUA transitaram 'com sucesso pelo Estreito de Ormuz'.

A informação foi divulgada pelo Centro de Comando dos EUA no Oriente Médio, destacando que eles tiveram apoio de Forças Americanas na região. A operação chamada de Projeto Liberdade está, segundo Trump, ajudando a restaurar o tráfego em Ormuz.

'Como primeiro passo, 2 navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança'.

Mapa do Irã divulgado pela Marinha do país.

Reprodução

As notícias surgem após as Forças Armadas iranianas afirmam nesta segunda-feira (4) que sua força naval impediu a entrada de navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz 'com um aviso firme e imediato', segundo a agência de notícias Tasnim.

Pouco depois, a agência Fars informou que dois mísseis atingiram um navio da Marinha dos EUA perto da ilha de Jask, depois que este ignorou os avisos para parar.

Segundo fontes para o veículo iraniano, a fragata americana não conseguiu prosseguir sua rota devido aos impactos e foi forçada a recuar e fugir da área.

Além disso, segundo a TV estatal, a Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz.

'Após um aviso firme e rápido da Marinha, destróieres americanos inimigos foram impedidos de entrar no Estreito de Ormuz', destacou o Exército em comunicado, segundo a Press TV.

Um alto funcionário iraniano falou sobre o incidente ocorrido perto do Estreito de Ormuz, envolvendo um navio de guerra americano. A fonte oficial disse à agência Reuters que o Irã disparou um tiro de advertência contra o navio de guerra para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz.

Do outro lado, o Comando Central dos EUA afirmou que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido no Estreito de Ormuz. O comunicado divulgado pelo comando afirmou que as forças americanas estavam apoiando o 'Projeto Liberdade' e aplicando um bloqueio naval aos portos iranianos.

A Guarda Revolucionária iraniana alertou nesta segunda-feira (4) que as movimentações marítimas que violarem as regras por ela anunciadas enfrentarão sérios riscos, informou a mídia estatal iraniana.

Segundo o comunicado, as embarcações que violarem essas regras serão interceptadas 'com o uso da força'.

O texto do comunicado ainda acrescenta que as empresas de navegação e as seguradoras de transporte devem estar atentas aos avisos da Guarda Revolucionária Islâmica.

As afirmações corroboram com um alerta de um oficial militar que 'qualquer força militar estrangeira, especialmente o exército invasor americano, será atacada' caso tente se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz.

O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando unificado das forças armadas iranianas, afirmou em comunicado que o Irã protegerá a segurança do estreito 'com todas as suas forças', após os EUA prometerem guiar navios retidos através do ponto de estrangulamento para o transporte de petróleo.

'Mantemos e gerenciamos com rigor a segurança do Estreito de Ormuz com todos os nossos recursos e alertamos a todos os navios mercantes e petroleiros que se abstenham de qualquer trânsito sem coordenação com as forças armadas estacionadas no Estreito de Ormuz, para que sua segurança não seja posta em risco', disse Abdollahi.

Ele acrescentou que a região está sob o controle das forças armadas do Irã e qualquer 'ação agressiva dos Estados Unidos para perturbar a situação só resultará em mais complicações e colocará em risco a segurança das embarcações' na área.

Petroleiro no Terminal de Contêineres de Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos, ao longo do Estreito de Ormuz

GIUSEPPE CACACE/AFP