O governo dos EUA divulgou nesta segunda-feira (28) novas normas de economia de combustível que flexibilizam as exigências regulatórias para que as montadoras controlem a poluição de carros e caminhonetes movidos a gasolina. As novas regras foram divulgadas logo após o presidente Donald Trump rejeitar proposta iraniana para abrir o Estreito de Ormuz, o que fez os preços do petróleo dispararem, reporta a AP. Leia também: Trump nega intenção de descongelar ativos e de aliviar sanções ao Irã Trump diz que autoridades dos EUA conversaram com mediadores do Irã nesta segunda Alta dos combustíveis leva republicanos a se distanciarem da guerra no Irã antes das eleições
A mudança reforça a promessa de Trump de revogar políticas que criaram incentivos para a produção de veículos elétricos e, em última análise, tende a expor os americanos a mais poluição veicular, que contribui para o aquecimento global.
Os padrões de consumo de combustível, conhecidos como Requisitos de Economia Média de Combustível (CAFE, na sigla em inglês), foram implementados desde a crise energética da década de 1970 e definem a distância que os veículos novos precisam percorrer com um galão de gasolina.
Ao longo do tempo, as montadoras têm melhorado gradualmente a eficiência média de seus veículos. O Departamento de Transportes e a Administração Nacional de Segurança Rodoviária estimaram que os padrões finalizados corresponderiam a uma média combinada de aproximadamente 34,9 milhas por galão (cerca de 14,8 km/l) para carros de passeio e caminhonetes leves no ano-modelo de 2031.
Isso representa um aumento em relação às 30,1 milhas por galão (cerca de 12,8 km/l) do ano-modelo de 2024, mas uma queda em relação à projeção de 50,4 milhas por galão (cerca de 21,4 km/l) em 2031, conforme as regras implementadas pelo governo Biden.
“Graças à liderança do presidente Trump, finalmente acabamos com a exigência ilegal que forçava as montadoras a produzir veículos elétricos mais caros, que as famílias americanas não queriam”, disse o secretário de Transportes, Sean Duffy, em comunicado, reporta a AP.
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