EUA enviam milhares de soldados adicionais para o Irã a fim de pressionar acordo, diz jornal

 

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Os Estados Unidos estão enviando milhares de soldados adicionais para o Oriente Médio nos próximos dias, em uma tentativa de pressionar o Irã a chegar a um acordo, informou o jornal The Washington Post, citando autoridades americanas.

O destacamento inclui aproximadamente 6 mil soldados a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush e seus navios de guerra de apoio, segundo autoridades atuais e antigas. Outros 4,2 mil soldados, pertencentes ao Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer e sua unidade de fuzileiros navais, a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, devem chegar à região até o final do mês.

A estratégia ocorre em um momento em que o governo do presidente Donald Trump trabalha para impor um bloqueio marítimo contra o Irã, segundo a reportagem.

Essa medida faz parte de esforços mais amplos para pressionar Teerã a chegar a um acordo para pôr fim ao conflito, enquanto os Estados Unidos também consideram outras opções militares caso o frágil cessar-fogo não se mantenha.

Representantes dos Estados Unidos e do Irã podem se reunir até esta quinta-feira (16) para uma nova rodada de negociações sobre o fim da guerra.

O presidente Donald Trump disse que o encontro poderia ocorrer nos próximos dois dias no Paquistão. O objetivo diplomático é fechar um acordo antes do fim do cessar-fogo de duas semanas, que expira na terça-feira.

Enquanto isso, os militares americanos afirmam ter paralisado completamente o comércio econômico de entrada e saída do Irã por via marítima, com o bloqueio no Estreio de Ormuz.

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.

Giuseppe CACACE / AFP

Segundo a agência iraniana Fars News, o porta-voz do governo disse que avaliações preliminares estimam os danos causados pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em cerca de 270 bilhões de dólares.

Nessa terça (14), o FMI alertou que a guerra no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, pressionar a inflação e aumentar o risco de uma recessão. O economista-chefe do Fundo avaliou que a guerra e o fechamento do Estreito de Ormuz já trouxeram mais impactos no mercado global de energia do que a crise do petróleo de 1973.

No caso do Brasil, segundo o relatório, a guerra deve ter um efeito positivo para a economia em 2026, especialmente porque o país produz e exporta petróleo. E, com isso, arrecada mais dólares.

O FMI aumentou a projeção de crescimento brasileiro em 2026 de 1,6% para 1,9% e ressaltou que o país é um grande produtor de energias renováveis e isso atenua os efeitos da alta do petróleo.

Nessa terça-feira (14), o dólar teve a quinta queda seguida e fechou abaixo de cinco reais pelo segundo dia consecutivo.

O Ibovespa voltou a bater recorde e está perto de quebrar a barreira dos 200 mil pontos.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Divulgação/Casa Branca