EUA enviam drones à América Latina em intensificação de ofensiva contra cartéis, diz jornal

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Fonte da notícia: Valor Valor

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transferiu vários drones MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador, em mais um sinal de intensificação da ofensiva militar de Washington contra os cartéis de drogas da América Latina, informou o New York Times.

Leia também: Trump constrói ampla aliança militar na América Latina a baixo custo EUA levam ‘guerra ao terror’ contra cartéis para alvos em terra Escassez de armas comprometeria defesa dos EUA em eventual conflito com a China A transferência foi descrita ao NYT por duas autoridades americanas a par da decisão, que pediram anonimato por não serem autorizadas a falar publicamente sobre o assunto.

Os drones de ataque e vigilância são capazes de transportar mísseis e bombas e já foram empregados pelas forças americanas em operações contra grupos como Estado Islâmico, Al Qaeda, no Oriente Médio, e Al Shabab, na África. As aeronaves também podem carregar câmeras térmicas e equipamentos para interceptar comunicações eletrônicas.

Um dos episódios mais marcantes em que os EUA empregaram os equipamentos foi no ataque que matou, em 2020, o major-general Qassim Suleimani, que comandava a poderosa Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã.

Segundo informações do NYT, as aeronaves, que podem custar até US$ 50 milhões, estão em falta após as perdas na guerra com o Irã, na qual pelo menos 45 delas, cerca de um quarto de toda a frota americana, foram destruídas.

O general Francis L. Donovan, principal comandante militar americano para a maior parte da América Latina, afirmou que os EUA pretendem expandir a campanha de ataques contra embarcações associadas ao tráfico de drogas para operações em terra.

Colômbia e Equador, países comnadandos pelos presidentes de direita Abelardo de La Espriella e Daniel Noboa, respectivamente, estão entre os países que concordaram em realizar operações conjuntas com os Estados Unidos dentro de seus territórios no âmbito do chamado “Escudo das Américas”. Não está claro quantos Reaper foram enviados a cada país, embora autoridades americanas tenham afirmado que se trata de um número pequeno. Um drone MQ-9 Reaper da Força Aérea dos Estados Unidos SeongJoon Cho/Bloomberg

Autoridades colombianas disseram anteriormente que o país havia concordado em receber três drones e avaliaria a compra de uma aeronave adicional. Já o ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, afirmou na sexta-feira que dois Reaper haviam sido entregues ao país e já estavam operando em seu espaço aéreo.

A ampliação da campanha militar americana contra traficantes tem despertado preocupações em defensores dos direitos humanos, que questionam a legalidade dos ataques letais contra suspeitos de tráfico e alertam para o risco a civis. Além disso, especialistas contestam a eficácia de matar integrantes de grupos criminosos, uma vez que eles podem ser substituídos.

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