EUA emitem 'alerta global' para cidadãos fora do país no mundo todo: 'Irã pode os atacar'
O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu nesta segunda-feira (23) um 'alerta global' para cidadãos americanos residentes fora dos Estados Unidos, especialmente no Oriente Médio.
No texto, se recomenda que as pessoas tomem medidas de precaução em meio à guerra em curso com o Irã.
'Grupos que apoiam o Irã podem ter como alvo outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e/ou cidadãos americanos ao redor do mundo', destaca.
Na sexta-feira (20), o Irã ameaçou atacar destinos e pontos turísticos que são frequentados por americanos e israelenses, sem dar maiores detalhes.
A afirmação foi do porta-voz do exército, Sardar Shekarchi, segundo a agência de notícias ISNA. Ele culpa a resposta após o 'assassinato de funcionários do governo e de alguns comandantes' do governo iraniano.
'Estamos de olho em seus covardes funcionários e comandantes, seus pilotos e seus soldados, e não demorará muito para que os arrastemos para fora de seus esconderijos e abrigos, em total humilhação e desonra, para infligir a punição que suas ações malditas merecem. De agora em diante, centros turísticos e de lazer ao redor do mundo serão inseguros para os inimigos', declarou.
Situação da guerra
Fogo após ataque israelense a Teerã, capital do Irã.
UGC/AFP
Enquanto isso, Israel lançou nesta segunda (23) uma nova onda de ataques contra o Irã, que ameaçou implantar "minas navais" no Golfo caso o país ataque, junto aos Estados Unidos, costas ou ilhas.
O governo de Israel anunciou restrições às operações no aeroporto internacional de Tel Aviv. A manobra ocorre diante do aumento dos ataques iranianos e da iminência de uma ofensiva terrestre de grande porte no Líbano.
A decisão impacta o número de decolagens e pousos, além da quantidade máxima de passageiros a bordo em voos. Empresas estrangeiras não operam no país desde o começo da guerra.
Nesse domingo (22), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou a cidade alvo de um bombardeio iraniano que deixou dezenas de feridos. Ele pediu que a população israelense permaneça em abrigos porque, segundo o premiê, 'o país todo é linha de frente neste momento'.
Teerã afirmou que o ataque teve instalações militares israelenses como alvo. Imagens compartilhadas por agências de notícias internacionais mostraram que áreas civis também foram atingidas.
Também nesse domingo (22), o Irã ameaçou fechar 'totalmente' o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataque instalações energéticas do país.
A Guarda Revolucionária iraniana também ameaçou destruir empresas no Oriente Médio com alguma participação societária americana. A ameaça foi feita após Trump ter dado um ultimato, no sábado, para que o Irã reabra o estreito em 48 horas.
A guerra no Oriente Médio entrou na quarta semana, com mais ataques israelenses e iranianos.
Israel iniciou uma nova onda de bombardeios em larga escala contra o Líbano, com a destruição de pontes estratégicas no Sul do país, para desestabilizar o grupo Hezbollah.
O presidente libanês disse que os ataques são uma tentativa de isolar geograficamente o país. Ele disse ainda que a ofensiva israelense é o 'prenúncio' de uma invasão terrestre.
Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária declarou ter atingido um caça F-15 que sobrevoava a costa sul do país.
O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. Protestos contra a guerra ocorreram em diversas cidades ao redor do mundo neste final de semana.
Petroleiro dos Estados Unidos.
Patrick T. Fallon / AFP
