EUA emitem alerta de viagem a três países africanos por surto de ebola
O mais recente surto de Ebola levou o Departamento de Estado dos EUA a emitir um alerta de viagem nesta terça-feira (19) a três países. As autoridades americanas recomendaram aos cidadãos americanos que não viajem para a República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Uganda.
O alerta de 'nível 4' indica riscos que ameaçam a vida e significa que o governo dos EUA pode ter uma capacidade extremamente limitada de fornecer assistência emergencial.
O Departamento de Estado também afirma que viagens para Ruanda devem ser reconsideradas (alerta de nível 3).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar 'preocupado' com o surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo, com 131 mortes confirmadas até agora.
A medida foi tomada após relatos de que vários cidadãos americanos haviam sido expostos ao vírus. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmaram nessa segunda (18) que um americano testou positivo para o vírus Ebola.
O Departamento de Estado dos EUA afirmou estar trabalhando em estreita colaboração com o centro de controle para repatriar os americanos afetados pelo surto de Ebola.
Apesar disso, o presidente dos EUA enfatizou em seus comentários na noite passada que o vírus permanece confinado à África.
Em meio a isso, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional de saúde pública após o avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo. A OMS realizará uma reunião de emergência nesta terça-feira (19).
Além das mortes, são quase 400 casos suspeitos.
O atual surto é causado pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacinas ou medicamentos específicos.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração no salão oval da Casa Branca.
Kent NISHIMURA / AFP
Uganda também confirmou dois casos da doença e uma morte.
Autoridades americanas informaram que pelo menos seis cidadãos dos Estados Unidos foram expostos ao vírus durante o surto no Congo, região de conflito armado. Um deles apresenta sintomas compatíveis com a doença.
Apesar de classificar o risco para os Estados Unidos como relativamente baixo, a agência de saúde pública do país anunciou medidas para reforçar o controle sanitário. Entre elas estão o monitoramento de viajantes e restrições de entrada para pessoas que estiveram recentemente em Uganda, República Democrática do Congo ou Sudão do Sul.
A Organização Mundial da Saúde afirmou que a situação representa uma emergência internacional, mas ainda não atende aos critérios para ser considerada uma pandemia.
O Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Os sintomas incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, podendo evoluir para vômitos, diarreia e hemorragias.
A taxa de mortalidade da cepa atual é estimada entre 25% e 40%.
Ainda não há nenhuma restrição de viagem, nem fechamento de fronteira, mas o alerta foi dado pela OMS.
Mais de 28.600 pessoas foram infectadas pelo Ebola durante o surto de 2014-2016 na África Ocidental.
A OMS aconselhou os dois países com casos confirmados a realizarem triagens fronteiriças para evitar a propagação do vírus.
Ebola é uma doença grave que se espalha através do contato direto com os fluidos corporais de uma pessoa infectada.
A taxa de mortalidade envolvendo a cepa é estimada entre 25 e 40%
Os sintomas geralmente incluem febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, seguidas de vômitos, diarreia, dor abdominal. Sangramentos internos e externos podem ocorrer mais tarde, à medida que a doença progride.
