EUA divulgam imagens de porta-aviões no Oriente Médio em meio a pressão no Irã
O governo dos Estados Unidos divulgou nas redes sociais um vídeo mostrando o funcionamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está na região do Oriente Médio, próximo ao Irã. A demonstração de força acontece em meio ao início das negociações e tensão entre os dois países.
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'No convés de voo de um porta-aviões, o que parece uma movimentação aleatória de jatos e pessoas é, na verdade, uma rotina bem orquestrada. Os marinheiros a bordo do USS Abraham Lincoln são treinados para trabalhar em equipe, realizando lançamentos e recuperações com segurança e pontualidade, sempre', diz o texto publicado nas redes sociais.
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O USS Lincoln faz parte da 'enorme armada' que o presidente Trump está construindo no Oriente Médio, enquanto as negociações com o Irã continuam a se intensificar devido ao seu programa nuclear e à violenta repressão contra manifestantes.
O navio de propulsão nuclear chegou à região no início deste ano acompanhado de sua força de ataque, trazendo consigo caças adicionais F-35C e F-18 capazes de atingir alvos em território iraniano.
A embarcação passou por seu primeiro teste no mais recente conflito na terça-feira (5), quando abateu um drone suicida iraniano sobre o Mar Arábico depois que este se aproximou agressivamente do navio de guerra americano.
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EUA voltam a pedir que americanos saiam do Irã 'imediatamente'
Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e presidente dos EUA, Donald Trump.
AFP PHOTO/KHAMENEI.IR e SAUL LOEB/AFP
Às vésperas de uma reunião oficial em busca de acordo nuclear, o governo dos Estados Unidos, através de sua Embaixada Virtual no Irã, emitiu um alerta nesta sexta-feira (6) para que os cidadãos americanos deixem o país imediatamente. O pedido também afirma para que eles se preparem em um plano de partida que não dependam da assistência dos EUA.
A conversa, que acontece em Omã nesta sexta-feira (6) possui poucos indícios de que as duas partes tenham encontrado um consenso sobre a agenda da reunião.
'Medidas de segurança reforçadas, fechamento de estradas, interrupções no transporte público e bloqueios da internet estão em curso. O governo do Irã continua restringindo o acesso a redes móveis, fixas e à internet nacional. As companhias aéreas continuam limitando ou cancelando voos de e para o Irã', diz o texto da Embaixada.
'Os cidadãos dos EUA devem esperar interrupções contínuas na internet, planejar meios alternativos de comunicação e, se for seguro fazê-lo, considerar deixar o Irã por terra rumo à Armênia ou à Turquia'.
O comunicado dizia que, se fosse impossível sair, as pessoas deveriam encontrar um 'local seguro' dentro de sua residência ou em outro prédio seguro e manter um estoque de 'alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais'.
Esse não é o primeiro comunicado do tipo dos EUA para com o Irã. Ele já ocorreu em outras ocasiões, inclusive em janeiro deste ano, quando Trump avaliava um ataque diretamente contra o país persa por conta da pressão e violência contra manifestações.
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, devem participar da reunião com uma equipe liderada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, de acordo com autoridades americanas e iranianas.
As conversas de sexta-feira seriam o primeiro encontro oficial entre Teerã e Washington desde que as tensões aumentaram em junho do ano passado, quando uma guerra de 12 dias com Israel levou a ataques aéreos dos EUA que danificaram gravemente as três principais instalações nucleares do Irã.
O governo dos EUA teria exigido que o Irã descarte seu estoque de urânio enriquecido, limite o programa de mísseis balísticos de Teerã e pare de armar e financiar grupos militantes no Oriente Médio. Trump ameaçou realizar ataques militares contra Teerã caso o país não atenda às exigências americanas.
O Irã reagiu, afirmando que as exigências dos EUA representam uma violação inaceitável de sua soberania e ameaçou responder com força a quaisquer ataques, atingindo alvos militares americanos na região e em Israel.
