EUA destruíram usinas do Irã anteriormente e atual guerra é por 'ambições nucleares', diz secretário

 

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, foi questionado em uma audiência na Câmara sobre suas afirmações do motivo do início da guerra contra o Irã. Isso porque, em uma fala anterior, Pete comentou que as instalações nucleares iranianas foram destruídas no ataque dos EUA em 2025.

Dessa forma, o deputado democrata Adam Smith questionou os motivos do atual conflito.

'Tivemos que começar esta guerra, como você mesmo disse há 60 dias, porque a arma nuclear representava uma ameaça iminente. Agora você está dizendo que ela foi completamente destruída?', questionou.

Hegseth respondeu dizendo que o Irã 'não havia abandonado suas ambições nucleares' e ainda possuía milhares de mísseis.

Então, Smith completou e disse que a guerra 'nos deixou exatamente no mesmo lugar em que estávamos antes'.

Hegseth disse que o objetivo de Washington é pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear, afirmando que os Estados Unidos precisam 'levá-los ao ponto em que estejam sentados à mesa de negociações e não desistam do acordo'.

Em meio a isso, o principal responsável pelas finanças do Pentágono declarou a parlamentares, nesta quarta-feira (29), que os militares dos EUA gastaram aproximadamente US$ 25 bilhões na guerra contra o Irã desde seu início, no final de fevereiro.

A maior parte desses gastos é com munições, mas uma parte se destina à manutenção e substituição de equipamentos, disse Jules Hurst ao Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes.

Órgão nuclear da ONU revela conversas com Rússia e mais países para receber urânio do Irã

Rafael Grossi, chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU.

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O órgão de vigilância nuclear da ONU revelou nesta quarta-feira (29), através do chefe, Rafael Grossi, que discutiu com alguns países a possibilidade de receber o urânio enriquecido do Irã, como parte das tratativas de um acordo de paz.

Em entrevista à Associated Press, ele disse que acredita que uma grande porcentagem do urânio altamente enriquecido do Irã estava armazenada em Isfahan quando Israel e os EUA bombardearam o Irã em junho de 2025, 'e permanece lá desde então'.

Grossi, então, comentou que a agência nuclear discutiu com a Rússia e outros países a possibilidade de enviar o urânio altamente enriquecido do Irã para fora do país. A operação é considerada complexa e exigiria um acordo político ou uma grande operação militar dos EUA em território hostil.

'O importante é que esse material saia do Irã' ou seja misturado para reduzir seu enriquecimento, disse ele.

Grossi disse que a Agência Internacional de Energia Atômica possui imagens de satélite que mostram os efeitos dos mais recentes ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã e que 'continuamos a receber informações'.

As inspeções da AIEA em Isfahan terminaram quando Israel, em junho passado, iniciou uma guerra de 12 dias que levou os Estados Unidos a bombardear três instalações nucleares iranianas.

O órgão de vigilância nuclear da ONU acredita que uma grande porcentagem do urânio altamente enriquecido do Irã 'estava armazenada lá em junho de 2025, quando a guerra de 12 dias começou, e permanece lá desde então', continuou.

'Não conseguimos inspecionar ou descartar a possibilidade de o material estar lá e de os lacres — os lacres da AIEA — permanecerem intactos', disse ele.

'Espero que possamos fazer isso, então o que digo que é a nossa melhor estimativa'.

Imagens de um satélite da Airbus mostram um caminhão carregado com 18 contêineres azuis entrando em um túnel no Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan em 9 de junho de 2025, pouco antes do início da Guerra Fria.

Especialistas acreditam que esses contêineres continham urânio altamente enriquecido e provavelmente ainda estejam por lá.

A AIEA também quer inspecionar as instalações nucleares do Irã em Natanz e Fordo, onde também existe algum material nuclear, acrescentou o diretor-geral da AIEA.

Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.

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