EUA criticam decisão do Brasil de expulsar russo apontado pelo FBI como espião de Moscou

EUA criticam decisão do Brasil de expulsar russo apontado pelo FBI como espião de Moscou

Fonte: Bandeira



O governo dos Estados Unidos reagiu com críticas à decisão do Brasil de expulsar o russo Sergey Cherkasov, apontado pelo FBI como um espião de Moscou.

A medida do Ministério da Justiça abre caminho para que ele volte à Rússia.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, um porta-voz do governo de Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão "profundamente preocupados" com a decisão brasileira.

Segundo o Departamento de Estado americano, a medida enfraquece o compromisso conjunto de combater interferências estrangeiras e proteger as instituições democráticas.

A decisão de expulsar Sergey Cherkasov foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

No entanto, ela só será cumprida quando ele terminar de cumprir a pena de 15 anos de prisão no Brasil, ou se houver uma liberação antecipada pela Justiça.

O russo também ficará impedido de entrar no Brasil por 30 anos.

Cherkasov está preso na penitenciária federal de Brasília desde 2022, condenado por falsidade ideológica.

Ele viveu doze anos usando uma identidade falsa de um brasileiro nascido no Rio de Janeiro, chamado Victor Müller Ferreira.

Cherkasov é o centro de uma longa disputa diplomática.

O FBI afirma que ele é um agente da inteligência militar russa que usou o passaporte brasileiro para se infiltrar em instituições nos Estados Unidos.

Até hoje, o russo nega ser espião.

Já o governo de Moscou também pediu a extradição de Cherkasov, em agosto de 2022, mas com uma versão diferente: a de que ele é procurado na Rússia por tráfico de drogas.

O Brasil, através do Ministério da Justiça, negou o pedido de extradição feito pelos americanos em julho de 2023, porque a solicitação russa já havia sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, a defesa do Cherkasov deve pedir ao STF a execução imediata da expulsão.