EUA confirmam captura de petroleiro venezuelano sob bandeira russa

 

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Os Estados Unidos lançaram uma operação nesta quarta-feira (7) para apreender um petroleiro de bandeira russa no Atlântico, o Marinera, após persegui-lo por semanas em alto mar. O navio já está sob controle dos EUA e o Departamento de Segurança Interna está liderando a operação com o apoio das Forças Armadas.

A informação foi confirmada pelo Comando Europeu dos EUA, em publicação no X, em comunicado sobre ação conjunta do Departamento de Justiça e a Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra:

Hoje foi anunciada a apreensão do navio M/V Bella 1 por violações das sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo navio da Guarda Costeira dos EUA, USCGC Munro."

O pronunciamento ainda diz que a "apreensão apoia a proclamação de Donald Trump visando embarcações sancionadas que ameaçam a segurança e a estabilidade do Hemisfério Ocidental".

A embarcação, que mudou seu nome de Bella 1 para Marinera, foi inicialmente perseguida pela Guarda Costeira dos EUA na costa da Venezuela no mês passado. O petroleiro é um dos vários sancionados que operavam perto da Venezuela e que recentemente mudaram suas bandeiras para a da Rússia.

Os Estados Unidos apreenderam outros dois petroleiros na costa da Venezuela no mês passado, como parte do bloqueio às remessas de petróleo sancionadas. Em dezembro, Trump impôs um "bloqueio total" aos petroleiros do país.

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar o petroleiro. Imagens de um helicóptero leve rastreando uma embarcação no mar, transmitidas hoje pela emissora estatal russa Russia Today, parecem mostrar um helicóptero das forças especiais dos EUA:

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Nesta terça-feira (6), Trump afirmou que a Venezuela entregaria de 30 a 50 milhões de barris de petróleo aos EUA. O volume equivale a quase dois meses da produção atual da Venezuela, que é de 900 mil barris diários.

Em publicação na própria rede social, Trump disse que o dinheiro proveniente da venda do petróleo, estimado em US$ 2,8 bilhões, será controlado por ele em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos.

Trump afirmou que o petróleo sancionado e negociado com a nova presidente Delcy Rodriguez será transportado por navios-tanque e levado diretamente para os portos de descarga nos Estados Unidos.

Atualmente, por causa do bloqueio americano, a Venezuela exporta apenas 228 mil barris por dia para os Estados Unidos e vende 80% da produção para a China.