Os Estados Unidos decidiram proibir nesta quarta-feira as importações originadas em três empresas da China da área genômica, sob a acusação de permitirem o emprego de trabalho forçado de uigures e de outras minorias étnicas na região do Xinjiang, no extremo oeste do país. Leia também:
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As empresas afetadas pela decisão americana são a BGI Genomics, a MGI Tech e a BGI Technology, também conhecida pelo nome BGI Group. O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou hoje que as empresas foram enquadradas na Lista de Prevenção ao Trabalho Forçado Uigur.
A lista é uma compilação de entidades que utilizam ou facilitam o uso de trabalho forçado de uigures e de outras minorias étnicas, ou como fonte de material, na região autônoma que ocupam no Xinjiang. A China nega as acusações de que os uigures e outras minorias étnicas e religiosas sejam submetidos a abusos e a trabalho forçado, inclusive com o recolhimento a campos.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o BGI Group e a BGI Genomics conduzem testes genéticos na região, trabalhando em coordenação com o governo para facilitar o recrutamento, transporte, transferência e recepção de trabalho forçado. A MGI Tech, por sua vez, provê equipamentos e apoio ao governo para conduzir os testes, acrescenta o departamento.
Além de pessoas, os testes genéticos seriam realizados também em plantas e animais da região. A MGI Tech e o BGI Group negam as acusações.
A BGI Genomics não respondeu de imediato a pedido de comentário, assim como a embaixada da China em Washington.
Valor