EUA anunciam três objetivos restantes na guerra contra Irã; saiba quais são

 

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Em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (10), os Estados Unidos revelaram mais detalhes sobre os planos que ainda faltam para o país na guerra no Oriente Médio contra o Irã.

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, deixou claro que são três objetivos, 'focados em destruir a capacidade de mísseis e a força militar do Irã'.

Depois, o general Dan Caine, principal nome das Forças Armadas, detalhou que objetivos seriam esses restantes:

Continuar a destruir a capacidade iraniana de mísseis e drones

Continuar a atacar a marinha iraniana, entre outras coisas, para restringir os movimentos no Estreito de Ormuz

Atuar na base industrial e militar do Irã para impedir que o regime ataque os interesses dos EUA

Hegseth enfatizou que Trump se candidatou contra guerras 'nebulosas' e intermináveis.

Ele afirma que os EUA estão claramente vencendo com uma 'vontade inabalável' de alcançar seus objetivos 'no nosso cronograma', sem ainda especificar um prazo.

O secretário de Defesa afirmou ainda que esta terça seria 'mais uma vez o dia mais intenso de ataques' e alegou que o Irã estava 'perdendo feio'. Hegseth também afirmou que as últimas 24 horas registraram a menor taxa de disparos de mísseis do Irã.

Trump diz não acreditar que novo líder supremo do Irã possa 'viver em paz'

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News não acreditar que Mojtaba Khamenei, escolhido pelo Irã para suceder seu pai, o falecido aiatolá Ali Khamenei, como líder supremo, possa 'viver em paz'.

Trump não deu maiores explicações, mas ele vem nas últimas horas reclamando da escolha do novo líder supremo do país.

'Fiquei desapontado, porque achamos que isso só vai gerar mais do mesmo problema para o país. Então, fiquei decepcionado com a escolha deles', disse a repórteres em Doral, na Flórida.

Na mesma entrevista à Fox News, o repubicano destacou que poderia realizar negociações com o Irã novamente para terminar a guerra no Oriente Médio. Apesar disso, ele destacou que isso 'depende dos termos'.

'É possível, depende dos termos. Possível, somente possível. Nós não precisamos ter nenhuma conversa mais, se você realmente pensa nisso, mas é possível'.

Na sua rede social Truth Social, Trump disse que vai atacar o Irã 'vinte vezes mais forte' caso o país bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

O Irã afirma que o Estreito está fechado desde a semana passada e ameaça atacar navios que passarem pela região. Os Estados Unidos negam que a rota esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias.

No décimo dia do conflito no Oriente Médio, Trump deu sinais ambivalentes. Mais cedo, o republicano havia dito que os combates contra o Irã devem acabar em breve. Segundo ele, a guerra estava 'praticamente concluída'.

O país persa rebateu e disse que o fim da guerra será determinado por Teerã.

Trump não estabeleceu um prazo para cessar os ataques. Ao falar do fim do conflito, o presidente exaltou a capacidade militar americana.

A sinalização foi feita no dia em que a perspectiva de interrupção no fornecimento global de petróleo levou o preço do barril aos 120 dólares, no maior valor em quatro anos.

Antes do início do conflito, a cotação estava em torno dos 70 dólares. Depois das falas de Trump, o petróleo caiu e voltou a ficar abaixo dos cem dólares.

O presidente americano disse que poderia suspender algumas sanções envolvendo o petróleo, mas não especificou quais. Segundo a agência Reuters, as sanções contra o petróleo da Rússia podem cair como parte de um pacote para conter a disparada de preços.