EUA anunciam novo ataque a embarcações com pelo menos três mortos

 

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As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que três pessoas morreram em novos ataques em águas internacionais contra três embarcações apontadas pelas autoridades americanas como suspeitas de tráfico de drogas. Com este novo anúncio, o número de mortos em ações deste tipo — que já são pelo menos 34 — aumentou para pelo menos 110, em uma ofensiva que Washington afirma combater o narcotráfico.

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O Comando Sul dos EUA, responsável pelas forças americanas que operam na América Central e do Sul, disse que os ataques tiveram como alvo "três embarcações de narcotráfico que viajavam em comboio". Todas as três pessoas mortas estavam na mesma embarcação.

A localização exata dos ataques não foi imediatamente esclarecida, mas as outras 33 ações de mesmo padrão realizadas desde setembro pelas forças americanas ocorreram no Caribe ou no Pacífico Oriental.

A pressão exercida pelos Estados Unidos na região, sob o argumento de que o governo Trump está empenhado em combater o tráfico de drogas com destino aos EUA, é questionada pela comunidade internacional por falta de evidências que comprovem as suspeitas sobre as embarcações atacadas.

O direcionamento da pressão sobre a Venezuela indica, segundo especialistas, que a mobilização americana tem como foco a derrubada do regime chavista no país sul-americano. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, argumenta que o objetivo de Trump é destituí-lo do poder se apropriar do petróleo da Venezuela, já que o país detém a maior reserva da commodity no mundo.

Nos últimos dias, a ofensiva, precedida pelo deslocamento de frotas navais importantes da Marinha americana para a região, ganhou novo capítulo quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um ataque a uma instalação em território venezuelano.

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O primeiro ataque dos EUA contra o território da Venezuela foi realizado pela Agência Central de Inteligência (CIA), afirmaram fontes de Washington à imprensa americana, após Trump tratar publicamente sobre o suposto ataque em uma entrevista na sexta-feira. Autoridades de segurança consultadas por New York Times e CNN afirmaram que o ataque — um bombardeio a drone — teve como alvo um porto, supostamente utilizado pelo Tren de Aragua, grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas, equiparado pelo governo americano a uma organização terrorista.

O bombardeio teria acontecido no começo do mês, mas não havia sido tratado publicamente pelas fontes americanas até segunda-feira, quando repercutiu uma entrevista concedida por Trump à rádio WABC na última sexta-feira, em que o republicano afirmou que uma operação destruiu uma "grande instalação" na Venezuela. Trump não identificou explicitamente o alvo ou sua localização.

Fontes ouvidas em separado por CNN e New York Times — sob condição de anonimato, por tratarem de um tema sensível — afirmaram que o bombardeio foi realizado com drones contra um porto no litoral venezuelano. A estrutura seria utilizada pela gangue Tren de Aragua para estocar e embarcar drogas com destino aos EUA. Ainda de acordo com as autoridades, não havia ninguém no local no momento do ataque.