EUA afirmam que uso do Estreito de Ormuz pelo Irã é igual a uma 'arma nuclear econômica'

 

Fonte:


O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o uso do Estreito de Ormuz pelo Irã é o 'equivalente a uma arma nuclear econômica'. Ele completou, acusando o país de tentar usar essa via navegável crucial contra o mundo.

Rubio disse à Fox News que o Irã estava buscando dominar o Oriente Médio.

'Eles estão se gabando disso. Estão colocando outdoors em Teerã se vangloriando de como podem manter 25% da energia mundial como refém. Imagine se essas mesmas pessoas tivessem acesso a uma arma nuclear', disse ele.

Na mesma entrevista, ele afirmou que grupos rivais de 'linha-dura' no Irã estão complicando as negociações de paz paralisadas com os Estados Unidos.

'No Irã, todos são linha-dura. Mas há linha-dura que entendem que precisam governar um país e uma economia, e há linha-dura que são completamente motivados pela teologia', disse Rubio nessa segunda-feira (27).

Segundo ele, esses 'radicais' não são apenas os oficiais da Guarda Revolucionária, mas também do líder supremo e o conselho.

'E aí você tem a classe política — o ministro das Relações Exteriores, o presidente, o presidente da Câmara, o parlamento, esses caras — eles também são linha-dura, mas também entendem que o país precisa de uma economia. As pessoas precisam comer. Eles precisam encontrar uma maneira de pagar os salários no governo', declarou.

O secretário comentou que os 'linha-dura, com uma visão apocalíptica do futuro, detêm o poder absoluto naquele país'.

Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de um acordo para encerrar a guerra, apesar de não ter tido sucesso em novas negociações diretas entre os dois países. As informações são da rede de TV americana CNN, citando fontes familiarizadas com o processo de mediação.

De acordo com esses ouvidos pela reportagem, a intensa atividade diplomática continua nos bastidores, e as negociações em curso se concentram em um processo gradual.

A primeira parte de um possível acordo visa o retorno ao status quo pré-guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz sem restrições ou pedágios. A questão do programa nuclear iraniano, citado pelos EUA e por Israel como ponto principal para o conflito, seria abordada posteriormente.

As fontes enfatizam que os mediadores estão pressionando ambos os lados para que cheguem a um acordo, e os próximos dias devem ser cruciais.

Apesar disso, destacam as autoridades, existe a possibilidade de os Estados Unidos decidirem se retirar e retomar a guerra.

Nova Guerra Fria? EUA temem que conflito com Irã siga por meses sem acordo e sem ataques, diz site

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento após ataque durante jantar na Casa Branca

MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está 'frustrado, mas realista' em relação ao Irã, já que as negociações permanecem paralisadas, informou o site de notícias Axios nesta terça-feira (28).

Um assessor próximo ao presidente comentou que Trump não quer usar a força, mas não está recuando em suas exigência.

O relatório citou vários funcionários americanos que disseram estar preocupados com a possibilidade de Washington ser arrastado para um conflito congelado com o Irã, sem guerra nem acordo, lembrando a Guerra Fria.

Nesse cenário, as forças americanas permaneceriam posicionadas na região por meses, com o Estreito de Ormuz fechado, enquanto os dois lados continuariam aguardando uma ação do adversário.

Trump oscila entre a possibilidade de novos ataques militares contra o Irã e a expectativa de que a estratégia econômica de 'pressão máxima' leve Teerã a negociar seu programa nuclear.

um