EUA afirmam que petroleiros estão 'começando a passar' pelo Estreito de Ormuz: 'Trump não vai recuar'

 

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O conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou em entrevista nesta terça-feira (17) à rede de TV americana CNBC que os petroleiros estão 'começando a passar aos poucos' pelo Estreito de Ormuz.

Segundo ele, o governo Trump acredita que isso é mais uma demonstração de que a guerra com o Irã deve durar semanas e não meses, acabando com a crise no canal onde passa cerca de 20% do petróleo global rapidamente.

Hassett também afirmou que o presidente dos EUA 'não vai recuar' até ver essa guerra chegar ao fim.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta terça-feira (17) em uma entrevista televisionada na TV estatal que o 'Estreito de Ormuz não pode voltar a ser o mesmo de antes e retornar às suas condições anteriores'.

Segundo ele, 'não há mais segurança' para passagem na região.

A afirmação gerou tensão no mercado global, fazendo com que os preços do petróleo disparassem, à medida que o Irã intensificava seus ataques à infraestrutura energética em todo o Oriente Médio.

O petróleo Brent, referência global para o petróleo, subiu quase 3%, sendo negociado acima de US$ 103 o barril, após ter saltado mais de 4% no início do pregão. O WTI, referência nos EUA, subiu 3%, sendo negociado a US$ 96 o barril.

Os preços da gasolina nos Estados Unidos também continuaram a subir, registrando um aumento de 7 centavos na terça-feira, atingindo uma média nacional de US$ 3,79 por galão – o preço mais alto para um galão de gasolina comum desde outubro de 2023, de acordo com a Associação Automobilística Americana.

Os ataques de drones iranianos ao campo de gás natural de Shah, nos Emirados Árabes Unidos, bem como a um importante porto petrolífero emiradense e a um campo petrolífero iraquiano, aumentaram as preocupações com o fornecimento global de petróleo e gás natural.

Além disso, outro petroleiro na região do Golfo foi atingido por um 'projétil desconhecido' na noite de segunda-feira (16), segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

Trump afirma que regime do Irã foi 'destruído'

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Divulgação/Casa Branca

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que as instalações militares e o regime do Irã foram destruídos, que o país não tem mais 'mísseis para usar', nem 'tiros para dar'. Segundo ele, a operação militar segue com 'força máxima'

O republicano disse que recebeu propostas de negociar mas que não sabe quem governa o país, já que Mojtaba Khamenei ainda não fez nenhuma aparição pública.

Nessa segunda (16), o jornal inglês The Telegraph informou que ele escapou por 'segundos' do mesmo ataque que matou a mulher, um dos filhos e o pai, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros membros da família. Trump reiterou as dúvidas sobre o estado de saúde do novo líder supremo.

Washington diz não querer negociar no momento, e o Irã negou ter pedido um cessar-fogo, mas o portal Axios afirmou que um canal direto entre os países foi reativado e que já houve troca de mensagens.

O ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Estados Unidos e Israel de terem matado centenas de civis, incluindo mais de duzentas crianças. A ofensiva foi classificada como 'massacre'.

O país ameaçou atacar indústrias americanas no Oriente Médio - sem especificar quais - e pediu que civis deixem os arredores.

Já o Exército americano informou que o número de soldados feridos na guerra chegou a duzentos - ao menos treze morreram.

Essa segunda (16) foi marcada por um ataque ao Iraque: explosões foram ouvidas perto da embaixada americana em Bagdá e um drone atingiu um hotel que costuma hospedar jornalistas e diplomatas.

No Líbano, o número de mortos chegou a 886, e o de deslocados passa de um milhão desde 2 de março, quando foi rompido o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel. Agora, além dos bombardeios, Tel Aviv conduz uma incursão terrestre.

O Estreito de Ormuz segue fechado, e a União Europeia disse não ter interesse em expandir a missão naval na região.

No fim de semana, Trump exigiu que ao menos sete países mandassem navios de guerra para abrir a via, mas pelo menos três - Alemanha, Itália e Grécia - já recusaram. Em resposta, o republicano disse que os Estados Unidos são o maior país do mundo e que não pode contar com os aliados quando precisa.

Irã realiza novos ataques com mísseis e drones contra Israel nesta segunda-feira (9)

Jack Guez/AFP