EUA aceitam que Irã mantenha atividade nuclear limitada sob supervisão da ONU, afirma agência
Os Estados Unidos demonstraram flexibilidade ao permitir que o Irã mantenha atividades nucleares pacíficas limitadas sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica, disse uma fonte iraniana de alto escalão à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (18).
A fonte afirmou que, em relação à questão dos ativos congelados do Irã, Washington concordou até agora em liberar apenas um quarto desses ativos, de acordo com um cronograma gradual. O Irã quer que os EUA reconsiderem as duas posições, disse a fonte.
Em sua nova proposta, o Irã voltou a se concentrar em garantir o fim da guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e suspender as sanções marítimas.
As questões mais controversas em torno do programa nuclear iraniano e do enriquecimento de urânio, que continuam sendo os pontos mais difíceis das negociações, foram adiadas para rodadas posteriores de conversas.
A nova proposta apresentada pelo Irã aos Estados Unidos nesta segunda-feira (18) por meio do Paquistão tem 14 pontos e se concentra no fim da guerra. As informações foram divulgadas pela agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte próxima às negociações.
O Paquistão compartilhou com os Estados Unidos nesta segunda-feira uma nova proposta do Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo a agência de notícias Reuters.
A fonte paquistanesa, ouvida pela Reuters de forma anônima, não deu detalhes sobre o conteúdo do possível acordo. Questionada se levaria tempo para sanar as divergências, a fonte lamentou o fato de ambos os países continuarem "mudando suas regras do jogo".
Nessa versão, o Irã propôs um congelamento de longo prazo do enriquecimento de urânio, mas não o desmantelamento do programa, segundo a emissora Al-Arabiya. O material enriquecido até o momento também poderia ser transferido para a Rússia em vez dos EUA.
Em troca das indenizações de guerra que vem reivindicando, Teerã estaria disposta a aceitar concessões financeiras.
Além disso, o Irã pediu uma trégua longa e multifásica e que qualquer acordo potencial fosse finalizado de forma a permitir que o país 'salvasse as aparências'.
A informação foi divulgada pela Al-Arabiya e pela Al-Hadath, dizendo que Teerã também propôs uma reabertura gradual e segura do Estreito de Ormuz, com o Paquistão e Omã atuando como fiadores em caso de tensões.
Em meio a isso, os Estados Unidos aceitaram suspender as sanções ao petróleo iraniano durante as negociações sobre a energia nuclear em curso, informou nesta segunda-feira (18) agência de notícias do Irã Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, citando uma fonte próxima à equipe de negociação do Irã.
Em troca, haveria um acordo de paz e reabertura do Estreito de Ormuz.
O texto mais recente proposto por Washington, ao contrário das versões anteriores, aceita a suspensão das sanções às exportações de petróleo iranianas durante o período de negociação, diz o relatório.
A fonte ainda afirmou que a proposta envolve isenções temporárias emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA até que um acordo final seja alcançado, enquanto o Irã continua insistindo que todas as sanções devem ser totalmente suspensas como parte de qualquer acordo.
EUA e Israel se preparam para retomar ataques ao Irã nesta semana, afirma NYT
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Divulgação/Casa Branca
Os Estados Unidos e Israel estão empenhados e em intensos preparativos para uma possível retomada de ataques contra o Irã já nesta semana, segundo reportagem do jornal New York Times, que cita duas fontes da administração americana.
O Pentágono, afirma a publicação, está trabalhando em uma possível nova fase da Operação Fúria Épica, que iniciou a guerra, com mais força do que nunca desde que o cessar-fogo entrou em vigor no início de abril.
A informação surge horas após dezenas de aviões de carga dos EUA transportarem munições para Tel Aviv, capital de Israel, a partir de bases americanas na Alemanha. As informações são da emissora israelense Canal 12, destacando que esse fluxo ocorreu nas últimas 24 horas, em meio a ameaças de Trump.
O canal analisa que essa pode ser uma antecipação de uma possível retomada dos ataques ao Irã.
Em meio a isso, Israel está coordenando com os EUA uma possível retomada dos ataques, afirmou o jornal The Telegraph citando autoridades.
Em conversa com seu gabinete nesse domingo (17), o premiê, Benjamin Netanyahu, disse que 'nossos olhos também estão abertos' em relação ao Irã, e 'estamos preparados para qualquer cenário'.
