Eu sou minha própria esposa: Nunca saí para comprar cigarros e sumi. Nunca fiz a mala tendo uma passagem só de ida
Inclui sarcasmo: o meu sonho era ter uma esposa. No início da minha carreira, essa figura metafórica teria sido valiosa, faria o supermercado e cuidaria das crianças, enquanto eu me dedicaria exclusivamente aos meus textos — que me alçariam ao Pulitzer, claro. Não que eu possa me queixar de ter tido um marido em vez de esposa: ele dividia as tarefas domésticas quando eu pedia, boa vontade não lhe faltava. Mas, para agilizar, eu escrevia com a máquina portátil no colo enquanto embalava com o pé o carrinho do bebê. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
