Estudo revela que solo de cidades do mundo está afundando; Cidade do México tem queda de mais de 20 cm

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Fonte da notícia: CBN CBN

Um estudo revelado nessa segunda-feira (12) na revista Nature mostrou que o solo de diversas cidades ao redor do mundo está afundando. Foram analisadas 465 cidades das mais variadas regiões, desde Ásia, América do Norte e mais. Um dos casos que mais chama atenção é na Cidade do México, com afundamento de 21 centímetros anualmente em algumas regiões. A taxa média da cidade é de 8 milímetros por ano.

Foram feitos mapeamentos através de dados da órbita entre 2014 e 2023 destacando que o afundamento ocorre por fatores naturais e também ação humana, como extração de água e as construções urbanas. Longos períodos de seca, compactação dos sedimentos e mais também geram uma piora na situação. Entre os locais em que o movimento ficou estável estão Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevidéu e Nápoles. Afundamento da Cidade do México é visível do espaço Imagens de satélite mostram queda em centímetros da Cidade do México entre 25 de outubro de 2025 e 17 de janeiro de 2026.. NASA/JPL-Caltech/David Bekaert Um estudo feito através de imagens de satélite da NASA mostram que a capital do México, a Cidade do México, maior cidade da América do Norte, está afundando em uma velocidade tão grande que seu declínio é visível do espaço. A taxa é de quase 25 centímetros anualmente, se tornando uma das cidades que afunda mais rapidamente no mundo todo, gerando receio sobre a estrutura do local nos próximos anos. Em entrevista à agência Associated Press, Enrique Cabral, pesquisador de geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México e um dos autores da pesquisa, afirma que isso 'prejudica parte da infraestrutura essencial da Cidade do México, como o metrô, o sistema de drenagem, o abastecimento de água, o sistema de água potável, as moradias e as ruas'. A Cidade do México possui mais de sete mil quilômetros quadrados e 22 milhões de habitantes. Ela foi originalmente erguida no leito de um antigo lago, fato evidente no fato de muitas de suas ruas serem, antigamente, canais. O problema, então, iniciou pelo bombeamento de água embaixo da terra e o desenvolvimento da cidade, que fez o aquífero ser drenado. Com isso, o terreno passou a entrar em um declínio por mais de um século. Durante o final do século XIX, o afundamento era de cerca de cinco centímetros por anos. Só que, em 1950, esse número saltou para 45 centímetros, de acordo com a ABC News. Algumas estruturas já mostram a inclinação, caso da Catedral Metropolitana, cuja construção começou em 1573. Os especialistas fizeram os dados com base em um satélite da NASA entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Foi possível ver, a cada 12 dias, uma mudança no movimento no solo. Eles descobriram que algumas partes da cidade, incluindo o aeroporto central e o monumento Anjo da Independência, estão sofrendo uma taxa de queda de 0,78 polegadas por mês. Isso equivale a uma taxa de 24 centímetros por ano, o que significa que, em menos de cem anos, essas regiões sofreram um afundamento de mais de 12 metros. Em algumas áreas, a mudança de altitude chegou a 39 metros. 'É basicamente uma documentação de todas essas mudanças dentro de uma cidade. Você consegue ver a magnitude total do problema', disse o cientista do satélite da NASA Paul Rosen, ao descrever a eficácia do reconhecimento espacial. O afundamento não é o único problema. Especialistas temem que a redução do aquífero também possa resultar em uma escassez de água em algum momento. Por conta dessas circunstâncias, a equipe tenta entender um panorama das taxas de subsidência em cada edifício da cidade para saber como controlar os danos.

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