Estudantes realizam manifestação contra violência após policial militar agredir alunos no Largo do Machado
Estudantes do Colégio Estadual Senor Abravanel, antigo Amaro Cavalcante, realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (26), no pátio da unidade, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, um dia depois da agressão de um policial militar a alunos dentro da escola.
Com cartazes, eles pediram o fim da violência e mais segurança no ambiente escolar. Entre as mensagens, frases como “+ educação, - violência” e “diga não à violência contra as mulheres” chamaram atenção.
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A maior parte dos professores não deu aula nesta quinta-feira. Mais cedo, por volta das 7h, o professor denunciado por assédio chegou a ir até a escola.
Mesmo afastado pela Secretaria Estadual de Educação, ele foi hostilizado por alunos e acabou deixando o local.
A confusão que motivou o protesto aconteceu na quarta-feira (25), quando representantes de movimentos estudantis foram até a unidade, com autorização da própria Secretaria de Educação, pra colher assinaturas pra um abaixo-assinado que pedia o afastamento do professor.
Durante a ação, um policial militar acabou se envolvendo na ocorrência e agrediu dois estudantes. As imagens viralizaram nas redes sociais.
Havia a expectativa de que os envolvidos voltassem a prestar depoimento nesta quinta-feira na Delegacia do Catete, o que não se confirmou até o momento.
Ontem, os estudantes foram levados para a delegacia por policiais militares, sob alegação de desacato à autoridade e invasão, apesar de a Secretaria de Educação ter autorizado a entrada dos representantes na escola.
O agente foi identificado como o subtenente Ricardo Teles de Noronha Júnior, do Batalhão de Choque, que estava de serviço no Segurança Presente. Ele foi afastado das ruas, e a Polícia Militar abriu uma sindicância pra investigar a conduta.
Também está prevista uma outra manifestação no Centro do Rio, em memória do estudante Edson Luís, morto pela polícia em 1968, símbolo da luta estudantil no país.
Depois desse ato, os estudantes pretendem seguir até a Secretaria Estadual de Educação, onde tentam uma reunião com a secretária Luciana Calaça.
A investigação agora apura tanto a agressão registrada em vídeo quanto a denúncia de assédio que motivou toda a mobilização dentro da escola.
