Estudante do MIT diz ter sintetizado uma das substâncias químicas mais letais e provoca grande operação de contenção - QTU Questões do Universo

Estudante do MIT diz ter sintetizado uma das substâncias químicas mais letais e provoca grande operação de contenção

Fonte: Bandeira da fonte

Um alerta de segurança máxima mobilizou as autoridades e fechou parte das dependências do conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge (Massachusetts, EUA), na semana passada.
O caso foi desencadeado após um estudante de pós-graduação, que não foi identificado, procurar um hospital da região alegando ter sintetizado dimetilmercúrio, uma das substâncias químicas mais letais do mundo.
Segundo informações do jornal NBC Boston, o composto é altamente tóxico e pode levar à morte mesmo em doses ínfimas.
A situação gerou uma operação de resposta a emergências com equipes especializadas em materiais perigosos.
De acordo com a administração da universidade, o aluno não tinha autorização para manipular o material, e o experimento não fazia parte de seu cronograma de pesquisa.
Por precaução, o MIT isolou o prédio 18, local onde o estudante trabalhava, na última quarta-feira, iniciando um processo rigoroso de limpeza.

O protocolo de segurança se estendeu às áreas comuns da residência estudantil e ao quarto do aluno, que também foram interditados e higienizados.
O prédio permaneceu fechado durante todo o domingo para a continuidade das investigações e testes.
Apesar da tensão inicial, o final do caso trouxe alívio.
Em comunicado emitido no sábado, um porta-voz do MIT colocou em xeque a veracidade do experimento:
"Informações emergentes levantam dúvidas sobre se esse composto foi de fato sintetizado.
Também podemos divulgar, com a permissão do aluno, que, embora ele permaneça sob supervisão médica, o resultado do seu exame de sangue inicial, recebido hoje, não apresenta sinais de exposição ao mercúrio."
O pânico justificado pela universidade tem base em histórico.
Segundo dados da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), o dimetilmercúrio representa um gravíssimo risco à saúde e ao meio ambiente.

O composto ganhou notoriedade mundial em 1997, quando causou a morte da professora de química Karen Wetterhahn, do Dartmouth College, em Hanover (New Hampshire, EUA) após o contato de apenas uma ou duas gotas com sua pele, mesmo utilizando luvas de proteção.
A substância também foi utilizada como arma no assassinato de um líder sindical alemão em 2012.