Uma estudante de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) desenvolveu um protótipo de iogurte de açaí sem adição de açúcar. A proposta é criar uma alternativa mais adequada para pessoas com diabetes, utilizando um dos frutos mais tradicionais e consumidos da Amazônia como matéria-prima.
O projeto foi desenvolvido durante a disciplina de Tecnologia em Alimentos, a partir de um desafio proposto aos alunos: criar um novo produto alimentício utilizando ingredientes regionais. A ideia resultou na formulação de um iogurte que combina o açaí com um adoçante natural.
Xilitol substitui o açúcar na receita
Para evitar a utilização do açúcar tradicional, a formulação do iogurte de açaí utiliza xilitol, adoçante obtido a partir de fibras de plantas e frutas. A escolha do ingrediente está relacionada à proposta de desenvolver um alimento que possa atender a uma parcela da população com diabetes.
O produto já passou pelas primeiras etapas de desenvolvimento e, atualmente, está em fase de testes em laboratório. Embora o protótipo esteja próprio para consumo, a equipe ainda realiza ajustes relacionados principalmente à aparência e ao sabor.
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Pesquisa busca transformar iogurte em produto comercial
O novo iogurte faz parte de uma série de iniciativas que apostam na diversificação dos produtos derivados do açaí no Amapá. Além do consumo tradicional da fruta, pesquisadores e empreendedores têm desenvolvido opções como café, tinto e sorvete produzidos a partir do fruto.
Para que o iogurte de açaí possa deixar o ambiente acadêmico e chegar às prateleiras dos supermercados, a pesquisadora busca parcerias com empresas da iniciativa privada.
Segundo o professor do curso de Engenharia Química da Ueap, João Antônio Pessoa, a universidade tem papel importante no desenvolvimento de pesquisas com potencial para se transformar em novos negócios.
“O produto tem potencial de mercado, mas precisa de investimento para concluir as etapas de testes e garantir que seja 100% seguro para o consumidor. A universidade incentiva a criação de novos alimentos. Já temos casos de empresas que nasceram de pesquisas acadêmicas aqui”, destacou o docente em entrevista ao portal G1.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)
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