Estreito de Ormuz permanecerá 'para sempre' soba a administração do Irã, afirma autoridade
O Estreito de Ormuz 'permanecerá para sempre na posse e sob a administração' do Irã, afirmou nesta terça-feira (19) um alto funcionário iraniano em uma resposta a ameaça da retomada da guerra no Oriente Médio.
Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, afirmou que o estreito era uma 'alavanca econômica, política e militar abrangente', em comentários divulgados pela agência de notícias estatal ISNA.
No início da guerra, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Posteriormente, os EUA lançaram seu próprio bloqueio naval contra portos iranianos em resposta.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã insistiu que medidas foram tomadas para restabelecer o fluxo de navios no estreito, apesar da maioria das embarcações permanecer presa na região.
Os países ocidentais, liderados pelo Reino Unido, têm pressionado pela reabertura do estreito, com a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, alertando que o mundo está 'caminhando sonâmbulos para uma crise alimentar global' se ele permanecer fechado.
Irã estabelece seis exigências na nova proposta de paz aos EUA; veja lista
Novo mapa do Estreito de Ormuz, segundo divulgado pela Marinha iraniana.
Reprodução
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, delineou os termos da mais recente proposta de paz iraniana aos Estados Unidos, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA.
Gharibabadi afirmou que a proposta inclui o levantamento das sanções contra Teerã; a liberação de fundos congelados; o fim do bloqueio marítimo imposto ao país; o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano; a retirada das forças americanas das áreas próximas ao Irã; e o reembolso das despesas com a destruição causada pela guerra.
O presidente americano Donald Trump suspendeu o ataque militar em larga escala contra o Irã que estava previsto para esta terça-feira (19). A decisão ocorreu após um pedido direto e de última hora dos líderes da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Apesar do recuo estratégico, Trump alertou que o Pentágono continua em prontidão total e pode agir a qualquer momento caso Teerã não ceda nas negociações.
Fontes de inteligência confirmam que os Estados Unidos rejeitaram a quarta proposta de paz enviada pelo Irã nesta segunda-feira por meio de interlocutores paquistaneses, classificando o texto como "insuficiente".
O principal ponto de impasse é a recusa de Teerã em entregar seu estoque de urânio enriquecido e paralisar o programa nuclear pelas próximas duas décadas.
O cancelamento temporário dos bombardeios trouxe um alívio imediato para os mercados globais nesta terça-feira (19) provocando a queda do dólar. Mas o preço do barril de petróleo do tipo Brent continua pressionado e opera na casa dos 110 dólares.
O mercado financeiro segue em alerta porque o bloqueio naval americano aos portos iranianos continua mantido, o que restringe o fluxo de combustíveis no Oriente Médio.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o regime avalia reabrir o Estreito de Ormuz, mas sem dar passagem para os Estados Unidos e Israel.
No Brasil, o presidente Lula falou das medidas que o governo tem adotado para tentar aliviar a alta no preço do petróleo para o consumidor.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Divulgação/Casa Branca
