Estreito de Ormuz: Entenda bloqueio de canal que 'certamente' seguirá, segundo novo líder supremo do Irã
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o bloqueio do Estreito de Ormuz continuará sendo utilizado como instrumento estratégico do país na guerra em curso contra Estados Unidos e Israel. A informação foi confirmada em seu primeiro pronunciamento oficial, divulgado nesta quinta-feira pelos canais estatais da Irã.
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“Certamente também deve continuar a ser utilizado o instrumento de bloqueio do Estreito de Ormuz”, declarou Khamenei no documento. “Estudos também foram realizados sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e nas quais será altamente vulnerável. A ativação dessas frentes poderá ocorrer caso a situação de guerra continue e conforme as circunstâncias o permitam”, concluiu.
Rota vital para o petróleo mundial
Mesmo situado em águas consideradas internacionais, o Estreito de Ormuz permanece vulnerável a bloqueios e ataques. A passagem marítima separa o Golfo Pérsico do Golfo de Omã e é considerada uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta: cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo passa por ali.
Mapa mostra onder fica o Estreito de Ormuz
Arte O Globo
A costa norte da região é controlada pelo Irã, enquanto a margem sul pertence ao Omã, próximo à fronteira com os Emirados Árabes Unidos. Antes do conflito, cerca de 129 navios por dia cruzavam o estreito, entre petroleiros e cargueiros.
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As Forças Armadas iranianas afirmaram nesta quarta-feira que não permitirão que “nem um único litro de petróleo” atravesse a via marítima. A decisão reforça o fechamento anunciado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica após o início da guerra.
Ataques e controle militar
Segundo a Guarda Revolucionária, embarcações que pretendam atravessar o estreito devem solicitar autorização prévia, sob risco de afundamento. O grupo confirmou ter bombardeado dois navios — um graneleiro de bandeira da Tailândia e outro de bandeira da Libéria, que os iranianos alegam pertencer a Israel.
Navio militar transita pelo Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico
Sahar AL ATTAR / AFP
Há relatos de ao menos quatro embarcações atingidas por projéteis na região. Um balanço da agência britânica UK Maritime Trade Operations contabilizou 14 incidentes envolvendo navios desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
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Um gargalo marítimo
Embora o estreito tenha mais de 30 quilômetros de largura no ponto mais próximo entre suas margens, a área realmente navegável para grandes navios é muito menor. O tráfego internacional se concentra em dois corredores marítimos de três quilômetros cada, separados por uma faixa de igual largura — um para entrada e outro para saída do Golfo Pérsico.
Exercícios militares da Guarda Revolucionária do Irã interromperam partes do Estreito de Ormuz
TV estatal iraniana
Isso significa que o fluxo global de petróleo e mercadorias fica comprimido em apenas seis quilômetros de largura, tornando a rota particularmente vulnerável a ataques com mísseis, drones ou minas navais.
Como o Irã pode bloquear a passagem
Há décadas o Irã se prepara para um cenário de guerra com adversários regionais. Após o conflito com o Iraque entre 1980 e 1988, o país investiu em um amplo programa de mísseis balísticos e ampliou recentemente a produção de drones de baixo custo.
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Teerã também dispõe de um grande estoque de minas navais — estimado entre 2 mil e 6 mil unidades pelo Soufan Center, organização especializada em segurança sediada em Nova York. Esses dispositivos podem ser lançados por submarinos, navios ou helicópteros e são difíceis de detectar.
Autoridades americanas afirmaram que o Pentágono afundou 16 embarcações iranianas usadas para instalar minas no início da semana. Apesar disso, fontes militares ouvidas pelo jornal The Wall Street Journal indicam que apenas cerca de dez minas teriam sido posicionadas até agora.
Analistas avaliam que o Irã adota uma estratégia de “controle reversível”, mantendo a possibilidade de liberar o tráfego mediante autorização. A medida pode ser uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior com países produtores de petróleo do Golfo.
Pressão sobre o mercado global
A importância do Estreito de Ormuz vai além do campo militar. Grandes produtores de petróleo e gás natural liquefeito — como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque, Kuwait e o próprio Irã — dependem da passagem para exportar seus recursos.
Analistas avaliam que o Irã adota uma estratégia de “controle reversível”, mantendo a possibilidade de liberar o tráfego mediante autorização. A medida pode ser uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior com países produtores de petróleo do Golfo.
Analistas avaliam que o Irã adota uma estratégia de “controle reversível”, mantendo a possibilidade de liberar o tráfego mediante autorização. A medida pode ser uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior com países produtores de petróleo do Golfo.
Analistas avaliam que o Irã adota uma estratégia de “controle reversível”, mantendo a possibilidade de liberar o tráfego mediante autorização. A medida pode ser uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior com países produtores de petróleo do Golfo.
Analistas avaliam que o Irã adota uma estratégia de “controle reversível”, mantendo a possibilidade de liberar o tráfego mediante autorização. A medida pode ser uma tentativa de evitar uma escalada ainda maior com países produtores de petróleo do Golfo.
