Estreia fraca de novo ‘Moana’ em EUA e Canadá amplia dificuldades da Disney com adaptações de animações
O remake em live-action de “Moana”, da Walt Disney, arrecadou US$ 43 milhões em bilheteria nos Estados Unidos e no Canadá em seu fim de semana de estreia, um resultado decepcionante para uma franquia que, até agora, vinha gerando fortes lucros para os estúdios de cinema e a divisão de produtos de consumo da empresa.
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A estreia ficou em linha com a de outros remakes recentes de alto orçamento produzidos pela Disney, como “Branca de Neve”, lançado no ano passado, que acabaram se tornando fracassos comerciais e não foram lucrativos.
“Moana”, que custou US$ 250 milhões para ser produzido, revisita a história da animação de 2016 de mesmo nome, ambientada na fictícia ilha polinésia de Motunui.
O filme traz Dwayne Johnson de volta ao papel do semideus Maui e Catherine Laga’aia como Moana, a destemida filha do chefe Tui, que deixa a ilha para enfrentar um demônio vulcânico.
O desempenho decepcionante do remake contrasta fortemente com o sucesso da animação original, que, segundo a Nielsen, é o filme mais assistido por streaming nos Estados Unidos desde 2020.
Já “Moana 2”, lançado nos cinemas em novembro do ano passado, arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.
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O novo filme tem apenas 35% de aprovação da crítica no agregador Rotten Tomatoes.
De forma geral, as bilheterias dos remakes em live-action lançados recentemente pela Disney caíram praticamente pela metade em comparação com as adaptações produzidas na década de 2010.
“A Pequena Sereia”, de 2023, arrecadou US$ 569,6 milhões, enquanto “Mufasa: O Rei Leão”, de 2024, somou US$ 723 milhões.
Embora esses números ainda sejam expressivos, estão muito abaixo do desempenho de títulos como “Mogli: O Menino Lobo”, “A Bela e a Fera”, “Aladdin” e “O Rei Leão”, lançados entre 2016 e 2019, todos com arrecadação próxima ou superior a US$ 1 bilhão.
Uma exceção recente foi “Lilo & Stitch”, lançado no ano passado, que também superou US$ 1 bilhão em bilheteria.
Durante a pandemia, a Disney optou por lançar diretamente no Disney+ alguns remakes em live-action, como “Mulan”, “Pinóquio” e “Peter Pan & Wendy”.
Intervalo curto
Para David Gross, autor de uma conhecida newsletter sobre a indústria cinematográfica, o principal problema foi o intervalo muito curto entre a animação original e sua versão em live-action:
— O intervalo médio entre um filme original e seu remake é de 27 anos.
Nesse período, uma nova geração de crianças conhece a obra em casa, enquanto os fãs antigos têm a oportunidade de revê-la.
Assim, o público se expande.
No caso de “Moana”, a Disney lançou o remake apenas dez anos após a animação original e dois anos depois da sequência animada, tempo insuficiente, segundo Gross, para formar uma nova geração de espectadores.
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Ainda assim, filmes da Disney que têm desempenho fraco nos cinemas podem encontrar uma segunda vida em plataformas de aluguel digital ou no Disney+.
Apesar da recepção negativa da crítica, o público no Rotten Tomatoes atribuiu ao filme um índice de aprovação de 90%.
Mesmo assim, a estreia fraca reduz as chances de que a Disney produza uma sequência ou um derivado em live-action da franquia.
O desempenho de “Moana” representa mais um revés para a empresa neste verão do Hemisfério Norte, ao lado de “Star Wars: o Mandaloriano e Grogu”, primeiro filme da franquia Star Wars em sete anos, que registrou o pior desempenho de um longa do universo criado por George Lucas desde que a Disney adquiriu a Lucasfilm, em 2012.
Apesar desses tropeços, a companhia também vem acumulando sucessos recentes, como “O Diabo Veste Prada 2” e “Toy Story 5”, da Pixar Animation Studios.
