Os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,7 bilhão em recursos no segmento secundário da B3 (ações já listadas) em 10 de agosto, dia em que o Ibovespa cedeu 0,19%.
Com isso, esse perfil de alocador acumulou cinco sessões de saídas consecutivas contra apenas um pregão de aporte em agosto, fazendo com que o déficit mensal da categoria fique em R$ 7,2 bilhões.
“Estamos observando vendas maciças de estrangeiros, que estão reduzindo posição neste período pré-eleição”, disse um profissional de renda variável de um grande banco de investimentos.
Agora, o grande dado a ser aguardado pelo mercado é o montante que pode ter sido retirado da B3 na no dia 11, quando o Ibovespa recuou 2,55%.
O movimento foi impulsionado pelo rebaixamento da bolsa brasileira de “overweight” (equivalente a compra) para neutra, além da piora na percepção de risco fiscal, derivada do processo eleitoral, o que alimentou uma forte onda vendedora por parte de investidores estrangeiros.
O número referente à sessão de terça-feira deve ser apresentado pela B3 na quinta-feira (13).
Embora esteja com saldo mensal negativo, investidores estrangeiros registram superávit no ano no valor de R$ 29,2 bilhões.
Já o investidor institucional aportou R$ 1,8 bilhão no dia 10 de agosto.
No mês, a categoria também registra um superávit de R$ 2,7 bilhões.
No acumulado do ano, porém, o saldo está negativo em R$ 37,3 bilhões.
Enquanto isso, o investidor individual aportou R$ 85,4 milhões na mesma data.
No acumulado do mês, o saldo desse perfil de alocador também está positivo em R$ 760,9 milhões, e em R$ 4,9 bilhões no ano.
As informações foram divulgadas pela B3.
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