Estilista de Virginia se defende após polêmica com costeiro: 'Presidente autorizou a retirada. Tudo foi previsto'

 

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Se teve alguém que saiu chamuscado desse carnaval foi João Ribeiro, o estilista responsável pela fantasia de Virginia Fonseca. O profissional, de 26 anos, recebeu várias críticas nas redes sociais como se fosse "o culpado" pela não evolução da rainha de bateria da escola.

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Virginia já reclamava do costeiro e da cabeça desde antes de chegar à concentração. O que ficou evidente durante uma live que ela fez para mostrar os bastidores de sua estreia na Sapucaí. Com dores, as caras que fazia nos vídeos era de sofrimento. O mesmo aconteceu durante sua passagem pela Avenida. Num dado momento, ela retirou o costeiro de penas, que pesava cerca de 12 kg e desfilou apenas com uma parte dele. A decisão não foi bem vista pelos amantes de carnaval, gerando dúvidas se foi tomada no calor das emoções.

"Nada disso. Tudo estava previsto", conta João: "Ela tinha a opção de desfilar com ou sem o costeiro de penas e só usar o de LED. Mas era a estreia dela, ela queria algo suntuoso, como pede o posto. Testamos antes e perguntamos ao Jayder se naquele local, logo após o segundo recuo, ela poderia ficar sem ele e ele disse que sim. Ela aguentou muito até, desfilou até o setor 10 com o costeiro".

Virginia Fonseca na Avenida

Alexandre Cassiano

Há oito anos com o próprio ateliê em São Paulo, João já trabalha com Virginia há três e também veste outras rainhas e musas do carnaval paulista. Ele revela que a escola apresentou três propostas de temas para a fantasia da rainha, e ela optou pela vermelha com que desfilou. Em dezembro já havia um croqui pronto:

"A escola demorou um pouquinho para dar o ok, mas assim que deu começamos a confeccionar. Tudo correu no tempo que queríamos e ela ensaiou uma semana antes com o costeiro já pronto".

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Fantasia de Virginia Fonseca

rep/ instagram

O tal do acessório, importantíssimo numa fantasia de musas e rainhas, assustou Carlinhos Salgueiro durante os ensaios por conta do peso. Embora existam mais pesados que o escolhido por Virginia, o coreógrafo já achava temeroso que ela o usasse.

"Mas ela quis mesmo assim. A gente propôs que fosse só o de luzes, isso já ali na porta da concentração, mas Virginia disse que iria conseguir desfilar com ele, queria mostrar a beleza da fantasia e sua garra", justifica João.

Virginia ensaiou com o costeiro

rep/ instagram

O peso da fantasia acabou comprometendo o body que Virginia usava e que dava a ilusão de ela só estar de tapa-sexo.

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"Não era um tapa-sexo, como muitos falaram. Mas um body de tule finíssimo. Aquela pare era costurada no body e colado com cola de lace nas laterais e em cima d genitália. O que aconteceu é que descolou um pouco porque, para segurar o peso do costeiro, ela contraía o abdômen demais e foi soltando. Mas em nenhum momento ficaria nua, até porque estava usando Micropore (fita da cor da pele) para cobrir tudo", descreve João que se diz tranquilo sobre as críticas:

"Entendo e respeito, mas, sobretudo, estou tranquilo porque fiz tudo o que estava programado dentro do que havíamos combinado, a fantasia ficou intacta o início ao fim, não quebrou nada, as luzes acenderam, e recebi muito cainho das pessoas também".

Pedro Ribeiro e sua criação

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