Estados Unidos e Israel atacam Irã

 

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Israel e Estados Unidos fizeram um ataque contra o Irã no início da manhã deste sábado no horário local. Os americanos confirmaram que a ofensiva está em andamento.

As explosões foram ouvidas no centro de Teerã, capital iraniana, próximo aos escritórios do líder supremo, Ali Khamenei. Conforme a agência de notícias Reuters, ele foi transferido para um local seguro. Um aereporto da cidade também foi atingido.

O ministro da defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ação ocorre para "eliminar ameaças".

As Forças Armadas de Israel disseram que acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas regiões do país “para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra Israel”.

O governo israelense também anunciou a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho.

O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a chegar a um acordo sobre seu programa nuclear. A autoridade aeroportuária de Israel informou que fechou o espaço aéreo a voos civis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques do país contra o Irã.

Em um vídeo de oito minutos publicado em sua rede social, a Truth Social, o republicano afirmou que o objetivo do enclave é defender o povo americano de ameaças do governo iraniano.

"Suas atividades ameaçadoras colocam diretamente em perigo os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados ao redor do mundo. Por 47 anos, o regime iraniano tem entoado “morte à América” e conduzido uma campanha interminável de derramamento de sangue e assassinatos em massa, tendo como alvo os Estados Unidos, nossas tropas e pessoas inocentes em muitos, muitos países", disse.

TENSÃO ENTRE ESTADOS UNIDOS E IRÃ

A última reunião entre os países ocorreu na quinta-feira, em Genebra. Na ocasião, os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e acertaram de se encontrar na próxima segunda-feira.

Os Estados Unidos querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, por temerem que o país construa uma bomba nuclear. O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.

Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. Essa é a segunda vez em menos de um ano que os Estados Unidos atacam o Irã.

Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país.

O especialista em relações internacionais, Vitelio Brustolin, afirmou à GloboNews que qualquer ação contra o Irã agora será aérea.

"Israel controla os céus do Oriente Médio. Vimos esses caças em operação no ano passado contra o próprio Irã. Os Estados Unidos nesse momento podem dar apoio e também colocar caças em operação, além de utilizar mísseis contra o Irã. Mas colocar forças terrestres não é nada que tenha sido sequer planejado e eu vou dizer por quê: quando o Iraque foi invadido em 2000 e 2003, havia cinco porta-aviões dos Estados Unidos no entorno do Iraque. Nesse momento tem dois porta-aviões, não é nem o suficiente para fazer uma intervenção em maior escala. Então, é, a força militar presente já nos dá um indício é, de como devem ser as operações", afirmou.

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio de porta-aviões. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares mantidas pelos americanos na região.

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