Santa Catarina tem a menor taxa de mortes violentas intencionais do Brasil: 7,6 por 100 mil habitantes em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Por trás do posto de estado mais seguro do país existe uma força que quase ninguém vê no dia a dia: a Polícia Penal, homenageada nesta segunda-feira (26), Dia do Policial Penal em Santa Catarina.
Quando se fala em segurança, a lembrança costuma ir para a Polícia Militar, a Polícia Civil e as guardas municipais, que estão nas ruas. A Polícia Penal trabalha do outro lado dos muros.
É ela que garante que quem foi preso continue onde a Justiça mandou que ficasse. Hoje, a corporação reúne 4.641 policiais penais, responsáveis pela segurança de 54 unidades prisionais, que abrigam mais de 33 mil pessoas privadas de liberdade.
Mais de 11 mil desses presos trabalham, em atividades dentro e fora das unidades, com organização, transporte e fiscalização feitos pelos policiais penais. Nas unidades, os policiais penais mantêm a ordem e a disciplina, fiscalizam a rotina, impedem a entrada de materiais ilícitos e fazem a movimentação interna dos presos.
Também conduzem os custodiados para atendimentos de saúde, audiências judiciais e atividades de estudo e trabalho. A corporação também tem equipes especializadas.
O Serviço de Operações e Escoltas (SOE) faz o transporte de presos, inclusive em transferências entre estados. O Grupo Tático de Intervenção (GTI) atua em ocorrências críticas.
A Divisão de Operações com Cães (DOC) usa cães treinados para localizar materiais ilícitos, e o Núcleo de Busca e Recaptura (RECAP) localiza e recaptura foragidos, em conjunto com as outras forças de segurança. O trabalho vai além dos presídios.
Na 41ª Oktoberfest de Blumenau, encerrada no domingo (25), a Polícia Penal manteve uma base fixa dentro do parque, detectou 64 pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica na festa e no entorno e levou 12 pessoas ao Presídio Regional de Blumenau. A Polícia Penal foi reconhecida pela Constituição como órgão de segurança pública em 2019.
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri), desde então o efetivo cresceu e a corporação recebeu investimentos em viaturas, armamentos, equipamentos e capacitação. A secretária da pasta, Danielle Amorim Silva, tem 24 anos de carreira na Polícia Penal.
“Ao longo de mais de duas décadas de atuação na Polícia Penal, acompanhei de perto a transformação da nossa instituição e o quanto avançamos em estrutura, profissionalização e capacidade operacional. Esse crescimento é resultado do trabalho de milhares de policiais penais que, diariamente, assumem a responsabilidade de manter a segurança do sistema prisional, seja na rotina das unidades, nas escoltas ou nas operações especializadas.
Temos uma corporação cada vez mais preparada, e nosso compromisso é seguir investindo na qualificação dos profissionais e no fortalecimento da instituição, reconhecendo a importância estratégica da Polícia Penal para a segurança pública de Santa Catarina”, afirmou a secretária. No Dia do Policial Penal, o Jornal Razão homenageia os profissionais que trabalham onde quase ninguém quer estar, para que o resto de Santa Catarina possa viver em paz.
Fonte: Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri). © Jornal Razão.
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