Ar-condicionado, chuveiro elétrico e geladeira lideram a lista de eletrodomésticos que mais pesam na conta de luz, mas a air fryer, associada à economia, também entra no ranking, dependendo do uso.
O gasto de cada aparelho depende da combinação entre potência, tempo de funcionamento e frequência de uso, não apenas da potência isolada.
Isso significa que potência não é o único fator que determina o gasto de energia.
Por exemplo, um aparelho potente usado por poucos minutos pode consumir menos do que outro, menos potente, utilizado por várias horas.
O TechTudo lista sete aparelhos que merecem atenção na conta de luz.
Um aparelho potente usado por poucos minutos pode consumir menos do que outro, menos potente, utilizado por várias horas.
Entre eles está um dos queridinhos das cozinhas brasileiras, cujo impacto no consumo pode surpreender.
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Eletrodomésticos com alta potência são os grandes vilões da conta de luz: saiba como usar de forma eficiente e economizar na conta de luz
Reprodução/Freepik (renatahamuda)
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Ar-condicionado, chuveiro e mais: veja quais aparelhos gastam mais energia na sua casa
Na rotina da casa, alguns aparelhos podem pesar bem mais na conta de luz do que outros e nem sempre os maiores consumidores são os que imaginamos.
Descubra quais aparelhos gastam mais energia e entenda como o uso de cada um pode impactar o consumo da sua casa.
Ar-condicionado
Chuveiro elétrico
Geladeira
Secadora de roupas
Lava e seca
Forno elétrico
Air fryer (a surpresa)
1.
Ar-condicionado
O ar-condicionado está entre os aparelhos que podem ter maior impacto na conta de luz, principalmente quando é utilizado diariamente por longos períodos.
Isso acontece porque o equipamento precisa retirar o calor do ambiente e manter a temperatura selecionada.
O consumo também depende de fatores como potência, tamanho do cômodo, incidência de sol, isolamento térmico, quantidade de pessoas no ambiente e temperatura escolhida.
O tempo de uso tem impacto direto no consumo.
Um aparelho ligado por oito horas diariamente terá uma influência muito maior na conta de luz do que outro utilizado por apenas uma ou duas horas.
Por isso, na hora da escolha, é importante observar o consumo de energia informado para o modelo, não apenas a capacidade de refrigeração, indicada em BTUs, ou a potência elétrica.
Uso incorreto do ar-condicionado pode fazer a conta de luz disparar
Imagem gerada com IA/ Nano Banana 2
A tecnologia inverter também merece atenção.
Diferentemente de determinados sistemas convencionais, os aparelhos inverter conseguem variar a velocidade do compressor de acordo com a necessidade de refrigeração, o que pode contribuir para maior eficiência energética em determinadas condições de uso.
O resultado, porém, depende do modelo, da instalação, das condições do ambiente e dos hábitos do consumidor.
Outro ponto importante é a eficiência energética.
A classificação indicada na etiqueta ENCE, do Inmetro, e o Selo Procel de Economia de Energia ajudam na comparação entre os modelos.
Um aparelho mais antigo pode consumir mais energia do que um modelo mais recente e eficiente, mesmo que ambos tenham classificação semelhante.
Por isso, é importante considerar também o consumo informado pelo fabricante.
2.
Chuveiro elétrico
O chuveiro elétrico é outro aparelho que pode representar uma parcela importante do consumo residencial.
Seu funcionamento envolve uma resistência elétrica responsável por transformar a energia elétrica em calor para aquecer a água.
Como esse processo exige bastante potência, o equipamento pode consumir uma quantidade significativa de energia em pouco tempo.
Por isso, a duração do banho é um dos principais fatores que influenciam o consumo de energia.
Um chuveiro de alta potência utilizado por alguns minutos pode ter um impacto relativamente controlado, mas o cenário muda quando os banhos são longos e ocorrem diariamente.
Em uma residência com várias pessoas, o efeito acumulado pode ser ainda maior e representar uma parcela significativa da conta de luz.
O chuveiro ainda é um dos aparelhos que mais consome energia elétrica
Reprodução/Freepik
A temperatura escolhida também faz diferença.
Em períodos frios, o usuário tende a utilizar configurações mais quentes, o que aumenta a demanda de energia para elevar a temperatura da água.
Em dias quentes, é possível utilizar uma configuração menos intensa, dependendo do modelo do chuveiro, das condições climáticas e da preferência do usuário.
Por isso, reduzir alguns minutos de cada banho pode produzir um efeito significativo no consumo de energia.
Essa medida pode ser mais relevante do que se preocupar apenas com equipamentos de baixa potência utilizados por poucos minutos ao longo do dia.
O impacto no consumo depende não apenas da potência do aparelho, mas também do tempo e da frequência de utilização.
3.
Geladeira
A geladeira possui uma característica que a diferencia dos demais aparelhos da lista: ela permanece conectada à tomada durante praticamente todo o dia e, mesmo não tendo potência elevada, pode ter um impacto significativo na conta de luz.
Isso não significa que o compressor fique funcionando ininterruptamente na mesma intensidade, mas o sistema precisa trabalhar regularmente para manter a temperatura interna.
Por causa desse funcionamento contínuo, a eficiência energética do modelo é especialmente importante.
Geladeiras maiores também podem apresentar necessidades diferentes de refrigeração, e características como sistema Frost Free, configuração interna e tecnologia do compressor influenciam o consumo de cada produto.
Apesar de não ter potência elevada, por ficar ligada 24 horas por dia, a geladeira tem impacto significativo no valor total da conta de luz
Reprodução/Freepik
A vedação da porta é outro ponto importante.
Uma borracha deteriorada ou uma porta que não fecha corretamente facilita a entrada de ar quente.
Como consequência, o equipamento pode precisar trabalhar mais para recuperar a temperatura interna.
Abrir a porta repetidamente também favorece a troca de ar frio por ar mais quente.
O mesmo acontece quando alimentos ainda muito quentes são colocados no interior do refrigerador.
Deixar a temperatura em níveis inadequados também pode aumentar o trabalho do sistema de refrigeração.
4.
Secadora de roupas
A secadora de roupas pode surpreender pelo consumo porque precisa fazer muito mais do que movimentar o tambor.
Sua função principal é retirar a umidade das peças, o que normalmente envolve aquecimento e circulação de ar durante o ciclo.
Quanto maior a quantidade de água presente nas roupas e quanto mais tempo o equipamento precisar permanecer funcionando, maior tende a ser o consumo.
Por isso, peças muito molhadas ou ciclos prolongados podem aumentar o gasto de energia.
A frequência também é decisiva.
Uma pessoa que utiliza a secadora uma vez por semana ou a cada 15 dias terá um perfil completamente diferente de outra que coloca o aparelho para funcionar todos os dias.
Em uma casa com grande volume de roupas, os ciclos podem representar uma parcela relevante do consumo mensal.
Também é importante respeitar a capacidade indicada pelo fabricante: usar a máquina acima da carga recomendada pode prejudicar o desempenho e aumentar o tempo necessário para concluir a secagem.
Secadora de roupas tem uso intenso de energia elétrica: uso deve ser feito co cautela
FreePik
5.
Lava e seca
A máquina lava e seca reúne dois processos diferentes e, por isso, não deve ser analisada apenas pelo consumo de um ciclo de lavagem.
Lavar e secar roupas exige quantidades diferentes de energia, especialmente porque a secagem envolve a retirada da umidade das peças.
Na lavagem, o consumo está relacionado ao funcionamento do motor, ao aquecimento da água em determinados programas e à duração do ciclo.
Em modelos com recursos de economia, sensores e programas específicos, o aparelho pode ajustar alguns parâmetros de acordo com a carga.
De forma geral, o ciclo de lavagem pode apresentar um consumo de 0,5 kWh a 1,5 kWh, dependendo do modelo e do programa utilizado.
Já a secagem pode exigir uma quantidade consideravelmente maior de energia, especialmente em equipamentos que utilizam sistemas convencionais de aquecimento.
Esse processo pode mais que dobrar o consumo, chegando a uma faixa de 2 kWh a 6 kWh, dependendo do modelo e do ciclo selecionado.
Lava e seca também pode ser um dos vilões da conta de luz por conta do sistema de secagem das roupas
Divulgação/Panasonic
Na conta de luz, esse consumo pode representar um custo estimado de R$ 4 a R$ 5 por uso, mas o valor pode variar conforme o modelo da máquina, a tarifa de energia da região e a forma de utilização do equipamento.
Por isso, uma pessoa que utiliza a máquina apenas para lavar roupas pode ter um perfil de consumo muito diferente de outra que executa regularmente ciclos completos de lavagem e secagem.
6.
Forno elétrico
O forno elétrico também pode aumentar o consumo porque transforma energia elétrica em calor.
Quanto maior a potência e mais tempo o equipamento permanece ligado, maior tende a ser a quantidade de energia utilizada.
O tempo de preparo é especialmente importante: uma receita que exige poucos minutos de funcionamento terá impacto menor do que outra que precisa de uma hora ou mais de forno.
O mesmo vale para a frequência, já que utilizar o equipamento todos os dias pode representar uma diferença significativa em relação ao uso eventual.
O tamanho do forno também influencia a situação.
Um equipamento maior precisa aquecer um volume interno maior, enquanto modelos menores podem ser mais adequados para pequenas porções.
Isso não significa, porém, que o forno menor será automaticamente mais econômico em qualquer situação.
O resultado depende da potência, do tempo de uso, da temperatura e da quantidade de comida preparada.
Uso frequente do forno elétrico pode fazer a conta de luz disparar
Divulgação/Camry
Outro fator é o pré-aquecimento.
Quando a receita exige esse procedimento, o aparelho passa determinado período consumindo energia antes mesmo de o alimento começar a ser preparado.
Por isso, o consumidor deve avaliar não apenas a potência indicada na ficha técnica, mas também quanto tempo costuma utilizar o forno e quantas vezes por semana ele é acionado.
7.
Air fryer (a surpresa)
A air fryer é provavelmente o aparelho mais interessante desta lista, porque sua presença entre os eletrodomésticos que podem consumir bastante energia causa estranhamento.
Afinal, ela costuma ser associada à economia e à praticidade.
O consumo, porém, depende de vários fatores.
A air fryer não deve ser automaticamente classificada como mais econômica ou vilã da conta de luz.
Seu consumo depende principalmente da potência, do tempo de funcionamento, da temperatura utilizada e do tipo e da quantidade de alimento preparado.
Um modelo de 1.500 W funcionando durante 30 minutos, por exemplo, consome teoricamente 0,75 kWh nesse período.
Se o aparelho tiver 2.000 W e funcionar durante 15 minutos, o consumo teórico será de aproximadamente 0,5 kWh.
Isso mostra por que olhar apenas para a potência não é suficiente.
É justamente nesse ponto que a air fryer pode levar vantagem sobre o forno elétrico.
Como possui uma câmara menor e precisa aquecer um espaço mais reduzido, ela pode atingir a temperatura de preparo mais rapidamente.
Em determinados alimentos, o tempo de funcionamento também pode ser menor.
Air fryer pode ser econômica e vilã da conta de luz: hábitos de uso podem influenciar no consumo de energia
Cenário gerado com IA
Isso não significa que a air fryer sempre será mais econômica.
Se for necessário preparar uma grande quantidade de comida e executar vários ciclos consecutivos, essa vantagem pode diminuir.
Da mesma forma, determinados pratos podem ser mais adequados ao forno elétrico, especialmente quando é possível preparar uma quantidade maior de uma só vez.
A comparação mais justa não é simplesmente entre as potências dos dois aparelhos.
É preciso considerar quanto tempo cada um leva para preparar a mesma quantidade de alimento e quanta energia é consumida durante esse processo.
Em outras palavras, potência não é sinônimo de consumo: o que importa é a combinação entre potência e tempo de uso.
8.
Afinal, qual gasta mais?
Não existe um ranking geral em que o aparelho de maior potência seja necessariamente o responsável pela maior parcela da conta de luz.
Potência não é sinônimo de gasto mensal.
O consumo depende da combinação entre potência, tempo de funcionamento, frequência de uso e características de cada equipamento.
Um aparelho de 2.000 W utilizado durante 15 minutos, por exemplo, pode consumir menos energia do que um equipamento de 1.000 W ligado durante duas horas.
A frequência de uso também faz diferença: um aparelho utilizado todos os dias pode ter um impacto maior na conta do que outro, mesmo que mais potente, usado apenas ocasionalmente.
Quem deseja identificar os maiores responsáveis pelo consumo em casa deve observar tanto a potência dos equipamentos quanto o tempo real de funcionamento.
Em uma estimativa simplificada, a potência em watts pode ser convertida para quilowatts e multiplicada pelo número de horas de uso.
O resultado, em kWh, permite estimar o consumo do aparelho e relacioná-lo à tarifa de energia.Também é importante consultar as informações específicas de cada modelo, disponíveis na etiqueta do Inmetro, no manual ou no site do fabricante.
Simuladores oferecidos por distribuidoras de energia também podem ajudar a estimar o consumo.
Erros no uso de eletrodomésticos podem fazer a conta de luz disparar
Reprodução/Redes Sociais
A tarifa da residência deve ser considerada, já que os valores cobrados podem variar conforme a distribuidora e a região.
O valor final da conta pode incluir outros componentes, como tributos e bandeiras tarifárias, então o cálculo com base apenas no consumo em kWh deve ser entendido como uma estimativa.
O melhor caminho não é simplesmente evitar aparelhos de maior potência, mas entender como eles são utilizados.
Reduzir o tempo de banho, evitar deixar o ar-condicionado ligado sem necessidade, manter a geladeira bem vedada, concentrar o uso da secadora quando necessário e escolher entre air fryer e forno de acordo com a quantidade de comida são medidas que podem ajudar a controlar o consumo de energia.
Mais do que olhar apenas para a potência indicada na etiqueta, vale observar quanto tempo cada aparelho permanece ligado e com que frequência ele é utilizado.
É essa combinação que ajuda a entender quais equipamentos realmente pesam mais na conta de luz.
* Com informações do Inmetro, Procel, Neoenergia, Cemig, CPFL Energia, MercadoPago.com e Blog DuFrio.
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