Esposa de Ramagem publica vídeo dele retornando para casa após prisão pelo ICE
Liberado nessa quarta-feira (15) após ter sido preso nos Estados Unidos por questões migratória, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem já foi para a casa em que mora no país. A esposa dele, Rebeca Ramagem, publicou nas redes sociais um vídeo do momento em que é recebido pela família.
Ramagem havia sido detido na segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Após a prisão, ele foi encaminhado a um centro de detenção em Orange County, onde permaneceu em uma cela separada.
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Segundo apuração da TV Globo, o ex-parlamentar foi liberado às 14h52 no horário local (15h52 em Brasília). Até o momento, não há detalhes sobre as condições da soltura. A Polícia Federal informou que aguarda novas informações sobre o caso.
A prisão ocorreu no contexto de cooperação policial internacional entre o Brasil e os Estados Unidos. De acordo com a PF, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O também ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a mais de 16 anos de prisão. Antes da conclusão do julgamento, ele deixou o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira com a Guiana e, de lá, seguindo para os Estados Unidos.
Rebeca Teixeira Ramagem é procuradora de Roraima e acumula mais de 150 dias sem exercer suas funções, considerando férias, prorrogações, recessos forenses e faltas ainda não reconhecidas oficialmente.
Atualmente, Rebeca está de férias até 8 de maio, mas também soma cerca de 45 dias de ausência não justificada formalmente.
Fuga do Brasil
Alexandre Ramagem, deputado federal
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Alexandre Ramagem fugiu do Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana, em setembro de 2025, atravessando o estado de Roraima sem passar por qualquer posto de controle migratório. Foi o que apurou a Polícia Federal.
Após cruzar a fronteira, Ramagem embarcou no aeroporto de Georgetown, capital da Guiana, com destino aos Estados Unidos. As investigações apontam que ele entrou no país usando um passaporte diplomático, mesmo já havendo determinação para o cancelamento do documento.
A fuga ocorreu no mesmo período em que o STF condenou integrantes do núcleo central da trama golpista. Ex-diretor-geral da Abin, Ramagem recebeu pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Alexandre Ramagem foi oficialmente encaminhado ao governo dos Estados Unidos. A documentação havia sido enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado norte-americano em 30 de dezembro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes também determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista de difusão da Interpol, o que abriu caminho para sua eventual detenção por autoridades estrangeiras. Já aliados do ex-deputado afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Mesmo fora do país, Ramagem passou a sofrer sanções administrativas e políticas. A Câmara dos Deputados cancelou seu passaporte diplomático após a cassação do mandato e, por determinação do STF, também realizou o bloqueio dos seus vencimentos parlamentares.
