O espinossauro é um dos dinossauros mais conhecidos da história. No entanto, apesar de os especialistas, em geral, considerarem que seus hábitos de vida estavam ligados a ambientes aquáticos, ainda havia controvérsia sobre qual era a relação exata do animal pré-histórico com a água.
Uma resposta para essa questão veio de um novo estudo. Nele, os pesquisadores afirmam que o espinossauro passava boa parte da vida debaixo d’água para caçar e se alimentar.
Os resultados foram publicados na revista Current Biology. “Nossos resultados lançam nova luz sobre quanto tempo o espinossauro passava submerso.
Recuperamos com segurança os hábitos altamente aquáticos do espinossauro, indicando que ele passava a maior parte do tempo submerso na água”, afirma o autor principal do estudo, Caleb Gordon, em comunicado. Os resultados vieram após os cientistas examinarem diversos espécimes fósseis e modernos presentes em vários museus ao redor do mundo.
Foram coletados vários dados, incluindo fotografias e tomografias computadorizadas. Em seguida, a equipe utilizou técnicas paleontológicas juntamente com inteligência artificial para levar em conta as relações evolutivas dos animais.
O trabalho levou os cientistas a chegarem a resultados mais concretos, pois frequentemente os registros fósseis possuem pistas incompletas ou conflitantes, o que dificulta a determinação de hábitos mais aquáticos ou terrestres. “Reconstruir a vida de formas de vida extintas de maneira cientificamente rigorosa, em vez de apenas contar histórias, é uma tarefa precisa e delicada.
Isso exige uma cuidadosa integração de dados de organismos modernos, cujo entendimento é necessariamente muito mais profundo, e o conhecimento da genealogia desses organismos vivos em relação às formas fósseis”, diz o autor sênior do estudo, Bhart-Anjan Bhullar. Apesar de haver mais detalhes a serem descobertos sobre os hábitos de como o espinossauro caçava, os cientistas afirmam que as descobertas do estudo atual reforçam que o animal passava mais tempo embaixo d’água do que na terra.
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