Espinafre, morango e uva: Estudo aponta ranking de alimentos com mais resíduos de pesticidas em 2026; veja lista
Espinafre, morango e uva estão entre os alimentos com maiores níveis de resíduos de pesticidas potencialmente nocivos, segundo o Guia do Consumidor para Pesticidas em Produtos Frescos de 2026, elaborado com base em testes governamentais realizados nos Estados Unidos.
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De acordo com a CNN International, que cita dados do relatório anual divulgado pelo Environmental Working Group (EWG), todos os produtos agrícolas analisados apresentaram vestígios de pesticidas, incluindo substâncias conhecidas como “químicos eternos”, os PFAS.
Os vegetais de folha verde, em especial o espinafre, aparecem no topo da lista dos chamados “Doze Sujos” de 2026 — ranking que identifica frutas e legumes com maior carga de resíduos de pesticidas. Segundo o EWG, o espinafre apresentou mais resíduos por peso do que qualquer outro produto testado e continha, em média, quatro ou mais tipos diferentes de pesticidas.
Além do espinafre, a lista inclui morangos, uvas, nectarinas, pêssegos, cerejas, maçãs, amoras, peras, batatas e mirtilos. Em média, as amostras desses alimentos revelaram a presença de quatro ou mais pesticidas distintos. A exceção foram as batatas, com uma média de dois.
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O consumo de alimentos com múltiplos resíduos preocupa especialistas, que alertam para o potencial efeito cumulativo da exposição a misturas de pesticidas, aumentando o risco para a saúde ao longo do tempo.
Para elaborar o relatório, o EWG analisou os mais recentes testes de resíduos conduzidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que avaliaram 54.344 amostras de 47 tipos de frutas e legumes. Antes da análise laboratorial, cada amostra foi descascada, esfregada e lavada para simular os hábitos domésticos dos consumidores. Ainda assim, foram identificados vestígios de 264 pesticidas, dos quais 203 estavam presentes nos produtos incluídos na lista “Doze Sujos”.
Diversos estudos anteriores estabeleceram associações entre a exposição a pesticidas e partos prematuros, malformações congênitas — incluindo defeitos do tubo neural —, abortos espontâneos e aumento de danos genéticos em humanos. Há também ligações com redução da concentração de espermatozoides, doenças cardíacas, câncer e outras patologias.
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A American Academy of Pediatrics considera que as crianças são particularmente vulneráveis à exposição a contaminantes como os pesticidas, inclusive durante a gestação. A exposição pré-natal pode aumentar o risco de defeitos congênitos, baixo peso ao nascer e morte fetal. Já na infância, tem sido associada a problemas de atenção, dificuldades de aprendizagem e câncer.
