Especialistas alertam para riscos de pedidos por sangue de ‘não-vacinados’ nos Estados Unidos

 

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Uma pesquisa da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, apontou os riscos de uma tendência crescente de pacientes se recusarem a receber sangue de doadores vacinados contra a Covid-19. Entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025, o Vanderbilt University Medical Center, em Nashville, acatou 15 pedidos do tipo, resultando em duas deteriorações clínicas.

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Os pesquisadores documentaram os pedidos dos pacientes que pediram doação direta de sangue — ou seja, de um doador específico escolhido pela família — somente quando existia a justificativa explícita de que o motivo era de não querer sangue de pessoas vacinadas contra a Covid-19, especificamente.

No total, foram 48 bolsas de sangue recebidas. Os pesquisadores acompanharam o que aconteceu com cada bolsa e com cada paciente: quem recebeu, quem não recebeu, quem piorou, se houve atrasos em cirurgias, e se o sangue não usado foi descartado ou aproveitado.

Dos 15, dois pacientes deterioraram clinicamente enquanto esperavam pela bolsa de sangue de doação direta: um chegou com hemoglobina perigosamente baixa e desenvolveu choque hemorrágico e o outro, anemia.

Embora em número pequeno, notam os pesquisadores, os casos sugerem que a desconfiança nas vacinas tem se instaurado de forma mais definitiva em parte da população, o que pode levar a danos concretos em situações de emergência médica.

Não há nenhuma evidência científica de que o sangue de vacinados faça mal.