Arthur Rollo critica demora em processos eleitorais e questiona intervenções do TSE e do STF durante a campanha presidencial A atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a campanha presidencial foi alvo de críticas do advogado Arthur Rollo, especialista em Direito Eleitoral.
Em entrevista ao Meio Dia em Brasília, de O Antagonista, ele questionou a demora no julgamento de processos e intervenções judiciais que, na avaliação dele, foram atípicas durante a disputa. Rollo citou processos envolvendo o desfile de uma escola de samba que homenageou Lula (PT) e afirmou que determinadas condutas deveriam ter sido examinadas em tempo hábil.
Para o advogado, a demora nas decisões e a atuação dos tribunais em episódios específicos levantam dúvidas sobre a condução da Justiça Eleitoral durante a campanha. “Eu tenho para mim que a atuação do TSE foi ruim pela intempestividade e pelas intervenções que ocorreram nocivamente no caso lá do debate presidencial”, afirmou.
O advogado também criticou intervenções relacionadas ao debate presidencial, incluindo decisões sobre o púlpito e a participação de Renan Santos, ligado ao partido Missão. Na avaliação de Rollo, os episódios levantaram questionamentos sobre os limites da intervenção judicial durante a disputa eleitoral.
“Essa eleição marca uma reviravolta do Judiciário nas eleições. STF e TSE tiveram comportamentos aí completamente atípicos”, declarou.
Rollo também classificou o adiamento da votação como um precedente preocupante, embora considere que não houve prejuízo comprovado para as candidaturas. Para ele, a Justiça Eleitoral precisa manter critérios consistentes na análise de possíveis irregularidades.
A avaliação sobre os efeitos jurídicos dos episódios, porém, dependerá das decisões nos processos correspondentes.
O Antogonista