'Espantalho' com IA reconhece animais e muda o som para afastá-los de aeroportos, estradas e ferrovias

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Fonte da notícia: Epoca Negócios Epoca Negócios

O conflito entre humanos e animais selvagens é um problema global que custa bilhões de dólares. Na aviação, a Federal Aviation Administration (FAA) aponta que, entre 1990 e 2025, houve cerca de 344.000 colisões de aeronaves civis com animais selvagens só nos Estados Unidos, gerando um custo de cerca de US$ 272 milhões (R$ 1,3 bilhão) por ano. Em um cenário tão alarmante, foi fundada na Suécia a Flox Intelligence, empresa de inteligência ambiental que desenvolve sistemas de IA para auxiliar na prevenção de conflitos entre humanos e animais selvagens. A empresa combina sistemas embarcados, sensores em tempo real e ciência aplicada à vida selvagem para se comunicar com animais em sua própria linguagem , transformando a comunicação da vida selvagem em inteligência acionável. Seu primeiro produto comercial é o Edge, um repelente inteligente de animais selvagens projetado para ambientes hostis do mundo real: locais remotos, onde há múltiplas espécies, condições climáticas extremas, conectividade limitada e longa disponibilidade. “Durante muitos anos, lutamos contra a vida selvagem — mas e se pudéssemos nos comunicar com ela? A Flox Intelligence está construindo um futuro onde a infraestrutura crítica possa prevenir conflitos de forma proativa, onde o movimento dos animais seja respeitado e mais seguro, e onde pessoas e animais selvagens possam finalmente coexistir”, disse Sara Nozkova, CEO e cofundador da Flox, em comunicado. Segundo a empresa, o Edge foi desenvolvido para substituir métodos reativos e fragmentados de dissuasão, como espantalhos, fogos de artifício, tiros e cercas, e pode ser instalado em postes, árvores e outras estruturas de aeroportos, estradas, ferrovias, infraestrutura energética, terras públicas e agricultura e pecuária.

Seu funcionamento se dá da seguinte forma: Um sensor de movimento PIR ativa a unidade; uma câmera de 2 MP com iluminadores infravermelhos monitora o ambiente 24 horas por dia, 7 dias por semana. A inteligência artificial integrada identifica a espécie, o tamanho do grupo e o comportamento em tempo real. O sistema lê a espécie e o contexto e seleciona a resposta específica para cada espécie, variando os estímulos para evitar que os bichos se acostumem a eles. Um alto-falante ajustável (até 100 dB) guia o animal para longe de forma suave e sem causar danos — tudo em menos de dois segundos — e registra o evento. Os dados são sincronizados com a plataforma Flox via LTE-M para geração de relatórios. Todo o processamento ocorre no próprio aparelho, que pode operar sem conexão contínua. A Flox acrescenta que ele atua sem supervisão - a IA integrada realiza o trabalho em campo, sem infraestrutura à beira da pista, sem operador no processo. O Edge, atualmente, está em uso nos países nórdicos e na América do Norte. Ao TechCrunch, Nozkova relatou que que cerca de 150 dispositivos estão em funcionamento em aeródromos e perímetros de aeroportos, corredores rodoviários e ferroviários (especialmente extremidades de cercas e cruzamentos ao longo de corredores de vida selvagem), parques nacionais, terras agrícolas, áreas urbanas, locais de mineração e infraestrutura crítica, como subestações elétricas. Algumas operações são no aeroporto Gerald R. Ford, nos Estados Unidos, e no aeroporto de Mora, na Suécia. Mais Lidas

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