Espanha registra ao menos sete casos graves em arenas de tourada em dois meses; veja vídeos

 

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As arenas de tourada da Espanha registraram ao menos sete casos graves de chifradas e ataques de touros entre abril e maio deste ano, incluindo uma morte confirmada e episódios que deixaram matadores internados em estado grave. Os acidentes reacenderam o debate sobre a segurança nas corridas e voltaram a colocar em evidência a violência envolvendo uma tradição que segue cercada de críticas dentro e fora do país.

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A sequência de acidentes aconteceu em meio ao início da temporada taurina espanhola, concentrada principalmente nas feiras de Sevilha e Madri. Em alguns casos, os toureiros chegaram a ser lançados para o alto pelos animais diante do público.

Um dos episódios de maior repercussão envolveu o veterano Morante de la Puebla, ferido gravemente durante a Feria de Abril, em Sevilha. O touro atingiu a região anal do matador, que precisou passar por cirurgia de emergência após sofrer uma perfuração considerada severa pela equipe médica.

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Dias depois, também em Sevilha, o peruano Andrés Roca Rey sofreu uma cornada de cerca de 35 centímetros na coxa direita. Imagens da apresentação mostram o momento em que o touro o levanta e o arremessa na arena durante a estocada final.

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Em Madri, o toureiro Luis Gerpe ficou ferido após ser violentamente derrubado por um animal durante uma corrida na praça de Las Ventas. Já o matador David Galván sofreu uma cogida durante a Feria de San Isidro, precisando deixar a arena para atendimento médico.

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Os acidentes não ficaram restritos aos matadores. Em Málaga, o ex-toureiro Ricardo Ortiz, de 51 anos, morreu após ser atingido por um touro nos currais da praça La Malagueta enquanto trabalhava na preparação de uma corrida da Semana Santa.

Também em abril, um homem de 75 anos ficou gravemente ferido após ser atingido na virilha durante os tradicionais “bous al carrer”, festa popular taurina realizada na Comunidade Valenciana.

A sucessão de acidentes voltou a alimentar críticas de organizações de defesa animal e de setores da sociedade espanhola que defendem o fim das touradas. Embora a prática continue legal e mantenha forte apoio em regiões tradicionais do país, os episódios recentes reacenderam discussões sobre os riscos físicos aos próprios participantes e sobre a permanência de espetáculos envolvendo violência contra animais.

Nos últimos anos, cidades espanholas vêm restringindo ou encerrando eventos taurinos, enquanto grupos favoráveis às corridas defendem a atividade como patrimônio cultural e parte da identidade histórica espanhola.