'Escudo humano', parto no topo de árvore e primeira gravidez aos 73: histórias inusitadas mostram a força de mães pelo mundo
No Dia das Mães, elas são exaltadas, com elogios, flores e presentes. Mas é ao longo do ano inteiro que essas mulheres demonstram toda a sua força e todo o seu amor, sempre sem limites. Algumas situações se tornam bem inusitadas. De parto realizado em cima de uma árvore durante uma tragédia até recordes registrados no Guinness World Records, as mães estão sempre surpreendendo e sendo insubstituíveis.
Confira algumas das situações mais inusitadas envolvendo diferentes mães ao redor do mundo:
75 dias em trabalho de parto: após o nascimento prematuro e a morte de um dos trigêmeos que esperava, em dezembro de 2011, a polonesa Joanna Krzysztonek precisou ficar numa posição que a deixava quase que de cabeça para baixo enquanto continuou em trabalho de parto por 75 dias, até que fosse seguro o nascimento dos outros dois bebês. Durante esses dias, ela tomou remédios para diminuir as contrações, chegou a sentir tonturas e correu risco de contrair infecções que poderiam levá-la a óbito. Mas o amor pelos filhos a ajudou a seguir com a gestação. "Eu pensava neles o tempo todo. E fiquei aliviada por manter a gravidez e dar aos bebês uma chance de nascer de maneira saudável", contou ela ao jornal "Daily Mail", à época. Os dois bebês, Iga e Ignásio, nasceram em 15 de fevereiro de 2012, em uma clínica em Wroclaw (Polônia).
Joanna Krzysztonek ficou 75 dias em trabalho de parto
Reprodução
No topo do Monte Everest: mostrando que o amor de mãe e filha supera tudo, até o clima mais frio, as australianas Cheryl e Nikki Bart, mãe e filha respectivamente, estão no Guinness World Records como a primeira dupla de mãe e filha a subir a montanha mais alta do mundo. Elas chegaram ao cume do Everest às 4h50 da manhã, em 24 de maio de 2008.
Chreyl (à esquerda) e Nikki Bart (à direita) estão no Guinness Book como a primeira dupla de mãe e filha a subir o Monte Everest
Reprodução / Instagram @drnikkibart
Parto de quíntuplos após 12 anos tentando: Bedriya Adem, de 35 anos, deu à luz quatro meninos e uma menina em Harari (Etiópia) após passar 12 anos tentando engravidar. O caso é considerado raro e chamou a atenção dos médicos, pois a probabilidade de uma gravidez de quíntuplos acontecer naturalmente é de uma em 55 milhões.
Mulher dá à luz quíntuplos, na Etiópia
Reprodução / Hospital Especializado Hiwot Fana
Parto em cima de árvore: era fevereiro nos anos 2000, quando o rio Limpopo transbordou no sul de Moçambique gerando desespero e a morte de centenas de pessoas, quando Carolina Cecilia Chirindza, que estava grávida, procurou abrigo numa árvore para escapar da água que subia e tomava conta de tudo. Ela ficou no abrigo improvisado com os dois filhos e sua mãe em busca de proteção e resgate. E enquanto estava no abrigo improvisado, Carolina entrou em trabalho de parto durante a noite. Rosita Salvador Mabuiango nasceu nas primeiras horas do dia seguinte. Para proteger a recém-nascida e evitar que caísse na água, ela foi coberta por uma capulana (pano tradicionalmente usado pelas mulheres moçambicanas), assim que veio ao mundo. Quando foram resgatadas, Carolina e Rosita ainda estavam ligadas pelo cordão umbilical. As imagens do resgate feito em um helicóptero rodaram o mundo.
Carolina teve a filha Rosita em cima de uma árvore durante enchente em Moçambique
Reprodução; AFP
Correndo com o filho no carrinho de bebê: A ucraniana Khrystyna Bohomiahkova tem o recorde de mulher mais rápida a correr 10 km empurrando o carrinho do filho, Oleksander. Ela realizou a prova em 37 minutos e 26 segundos, em Stare Babice (Polônia), em 2024. Khrystyna tem 35 anos e é apaixonada por esportes desde os 8, e não deixou que a maternidade a afastasse dos esportes. Pelo contrário, ela começou a levar o filho junto e, agora, os dois estão no Guinness World Records.
Khrystyna Bohomiahkova tem o recorde de mulher mais rápida a correr 10 km empurrando o carrinho de bebê
Reprodução / Guinness Book
'A mãe mais velha do mundo': quem disse que tem idade certa para ser mãe? A indiana Erramatti Mangayamma deu à luz pela primeira vez aos 73 anos, em Andhra Pradesh (Índia). Casada com Raja desde 1962, Erramatti tentou engravidar naturalmente por quase 60 anos, passando por diversos profissionais e tomando medicamentos que não fizeram o efeito desejado. Quando a menopausa veio aos 40 anos, ela pensou que não poderia mais ser mãe. Entretanto, aos 73 anos, ela e o marido conheceram o médico Umashankar Sanakkayala e conheceram a fertilização in vitro. O procedimento contou com um óvulo doado e o sêmen de Raja. Então, em janeiro de 2019, Erramatti recebeu a notícia que esperou por anos: estava grávida das gêmeas Rama Tulasi e Uma Tulasi, que nasceram em setembro daquele ano.
Erramatti Mangayamma deu a luz a duas meninas, os 73 anos
Reprodução / Arquivo pessoal
Diploma aos 90 anos: com tantas responsabilidades ao longo da vida, algumas mães não conseguem concluir os estudos. Mas elas acabam, cedo ou tarde, voltando para a vida acadêmica com o apoio da família. Este é o caso de Rita Victoria Hernandez que, aos 90 anos, se formou em Artes na Mount San Jacinto College (Califórnia, EUA). Foi durante a pandemia da Covid-19 que Rita atendeu o incentivo da família e voltou a estudar. Então, em 2025, anos depois, ela conquistou o diploma da graduação, mais de 70 anos após a conclusão do Ensino Médio.
Rita Victoria Hernandez se formou em Artes aos 90 anos
Reprodução / Mount San Jacinto College
Corpo como escudo: Nadezhda Polyakova foi mordida por uma cadela da raça rottweiler por 30 minutos enquanto estava protegia seu filho de 5 anos com o próprio corpo, transformado em escudo. O ataque aconteceu em Yekaterinburgo (Rússia) e pegou a todos se surpresa, pois, segundo Nadezhda, o animal era manso e até brincava com as crianças da vizinhança. Quem passava pelo local não conseguiu ajudar, pois a cadela não deixava ninguém se aproximar da mulher e da criança. Mãe e filho só foram socorridos com a chegada da polícia. Nadezhda sofreu múltiplas mordidas e teve uma ferida exposta no pulso, e seu filho teve um arranhão na perna pois a cadela tentou arrancá-la da mãe. Além disso, os dois ficaram doentes por terem ficado deitados na neve enquanto se protegiam.
Mãe e filho de 5 anos são atacados por cadela da raça rottweiler, na Rússia
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(*) Estagiária sob supervisão de Fernando Moreira.
