Escritório de Felipe Santa Cruz, ex-secretário de Paes, recebeu R$ 1,2 milhão do Banco Master

 

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O escritório do ex-secretário de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz, recebeu cerca de R$ 1,2 milhão repassados pelo Banco Master, de acordo com dados que constam em documentos fiscais da instituição financeira. Os pagamentos foram feitos em duas parcelas, entre os anos de 2024 e 2025. A informação foi revelada pelo SBT News e confirmada pelo GLOBO.

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Os registros fiscais do Master mostram que a empresa registrada como "Felipe Santa Cruz e Anderson Prezia Advogados Associados" recebeu duas parcelas pagas pelo Master, a primeira em 2024 no valor de R$ 488.665, e a segunda quitada em 2025 por R$ 776 mil. Procurado pelo GLOBO, o escritório do ex-secretário não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue em aberto.

Ao SBT News, Santa Cruz negou a existência de irregularidades na realização dos pagamentos e disse que o trabalho foi feito em conjunto com outros dois escritórios e que teve como foco uma atuação junto ao Tribunal de Contas, mas disse que não participou ativamente da ação.

Saiba quem é Felipe Santa Cruz

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Santa Cruz assumiu a Secretaria de Governo da prefeitura em 2023 e se manteve no cargo até o mês passado, quando abriu mão da cadeira para ser um dos signatários da reclamação apresentada pelo PSD ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a realização de eleições diretas para o mandato-tampão no Rio de Janeiro. A análise da Corte foi retomada nesta quinta-feira e chegou ao placar de 4 a 1 pela votação indireta, mas foi suspensa em função de um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino.

Em agosto do ano passado, Santa Cruz foi criticado após escrever, durante uma discussão com seguidores no X, que, no mundo ideal", a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro mereceria "pena de morte".

À época, em nota enviada ao GLOBO, ele afirmou que o trecho em questão fazia parte de um "debate" com apoiadores do ex-mandatário e disse ter sido alvo de "graves ataques" nas redes destinados a seu pai, Fernando Santa Cruz, desaparecido na ditadura militar. Quando estava na Presidência, época em que Santa Cruz dirigia a OAB nacionalmente, Bolsonaro ironizou o episódio e disse que podia "contar para ele" o destino do pai.