Escritório da mulher de Alexandre de Moraes consultou o ministro antes de fechar contrato com Vorcaro - QTU Questões do Universo

Escritório da mulher de Alexandre de Moraes consultou o ministro antes de fechar contrato com Vorcaro

Fonte: Bandeira da fonte

O escritório de advocacia Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, disse nesta terça-feira (1) que consultou o magistrado antes de fechar o contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, em 2024.
A afirmação foi feita após reportagem do Estadão revelar que Moraes editou a última versão do documento.

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Segundo o escritório, o setor de compliance pediu ao ministro informações sobre eventuais impedimentos legais à contratação pela instituição de Daniel Vorcaro.
Diante da inexistência de previsão de atuação da banca no STF ou qualquer situação de impedimento legal do ministro, disse, o contrato foi assinado e os serviços devidamente prestados.

As informações reveladas pelo Estadão foram obtidos, segundo consta na reportagem, a partir dos metadados do documento extraído do celular de Vorcaro em uma investigação da Polícia Federal (PF).

De acordo com o Estadão, o documento teria sido enviado em 11 de janeiro de 2024 por Viviane ao ex-banqueiro, que retornou quatro dias depois com algumas marcas de revisão.
De acordo com os metadados do arquivo, essa versão do documento foi aberta e modificada no sistema Office 365 utilizado pelo ministro do STF.
O perfil que alterou o documento, segundo os metadados do contrato, é intitulado “Ministro Alexandre de Moraes”.
Na versão analisada, um funcionário do escritório Barci de Moraes aparece como o "autor" do documento.
O contrato entre Vorcaro e o escritório da mulher do ministro do STF previa o pagamento de 36 parcelas mensais e sucessivas de R$ 3 milhões líquidos cada, totalizando R$ 108 milhões.
A última parcela, no entanto, seria livre de impostos, o que elevaria o valor a R$ 131 milhões.

Os pagamentos foram interrompidos após a prisão de Vorcaro durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025.
Segundo documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado, o Master efetivou 22 pagamentos de R$ 3,6 milhões, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando o Banco Centraldecretou a liquidação do banco de Vorcaro.