Escritor de livro sobre os efeitos da IA admite ter usado citações criadas por... IA
"Em casa de ferreiro, o espeto não é de pau" poderia ser o mantra de Steven Rosenbaum.
O autor de um livro sobre os efeitos da inteligência artificial (IA) admitiu nesta semana ter incluído diversas citações inventadas ou atribuídas erroneamente, criadas por IA.
Questionado pelo jornal "The New York Times", Rosenbaum reconheceu em um comunicado que o livro "The Future of Truth" (O futuro da verdade, em tradução livre) continha "algumas citações atribuídas incorretamente ou sintéticas" e disse que havia iniciado sua própria investigação. Segundo ele, a inclusão das citações incorretas foi um acidente e o escritor garantiu que não tinha "nenhuma intenção de fabricar quaisquer pontos de vista".
"Como mencionei nos agradecimentos do livro, utilizei as ferramentas de IA ChatGPT e Claude durante o processo de pesquisa, escrita e edição. Isso não justifica esses erros, pelos quais assumo total responsabilidade. Estou trabalhando com os editores para revisar minuciosamente e corrigir rapidamente todas as passagens afetadas; quaisquer edições futuras serão corrigidas", esclareceu Rosenbaum, que também é empreendedor e cineasta americano radicado em Nova York. Ele atua ainda como diretor executivo do Sustainable Media Center, uma organização sem fins lucrativos que, segundo sua declaração de missão, dedica-se a dar a "uma nova geração de consumidores e criadores de mídia o controle de suas vidas cada vez mais centradas na mídia".
Steven Rosenbaum com o seu livro 'The Future of the Truth' em evento de autógrafos
Reprodução/Instagram
Um dos seus trabalhos mais reconhecidos se deu após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando Rosenbaum enviou equipes por toda a cidade e publicou um anúncio classificado no Village Voice, convidando os nova-iorquinos a enviar imagens de vídeo como forma de "contribuir para a história". Ele elegeu a Biblioteca Pública de Nova York como sede permanente do arquivo para garantir acesso público gratuito e sem censura. Rosenbaum espera que as gerações futuras continuem a descobrir significados novos e surpreendentes no acervo.
A editora do livro, BenBella Books, não se manifestou sobre o caso.
