Escrito nos anos 1930 e lançado agora no Brasil, romance aborda esperanças e incertezas da URSS sob Stalin
Em um verso célebre, Ievguêni Ievtuchenko escreveu que, na Rússia, um poeta é sempre mais que um poeta. Um pouco vaga à primeira vista, a frase soa menos enigmática à medida que novos personagens do mundo literário soviético vão sendo traduzidos e apresentados ao público brasileiro; boa parte deles, soldados entusiasmados de um socialismo que ajudaram a construir munidos de papel, caneta e, às vezes, rifles, o que nem sempre os poupou de um destino dramático pelas mãos de seus camaradas. Exemplo notório de escritor talentoso e herói trágico é o russo Andrei Platónov (1899-1951), ainda pouco conhecido no Brasil, cujo romance “Moscou feliz” sai agora pela Editora Ubu, com tradução de Letícia Mei. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
