Escolha por Leonardo Jardim e título do Flamengo dão sobrevida a Boto e adiam novas trocas de Bap no futebol

 

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A repercussão negativa da demissão de Filipe Luís entre jogadores e na ala política que cerca o presidente Bap no Flamengo quase terminou com a saída do diretor José Boto, mas após a chegada do técnico Leonardo Jardim e o título estadual sobre o Fluminense os ânimos se acalmaram.

Boto ganhou uma espécie de sobrevida depois que Jardim foi escolhido por ele e apresentou suas credenciais aos jogadores e ao presidente. Bap, por sua vez, convenceu a ala política da Gávea que pedia a cabeça do dirigente português que a saída de Fiiipe Luís era de fato a melhor solução.

Nos dias que se sucederam à troca, o presidente ouviu de pessoas próximas que o desgaste de Boto com o elenco era irreversível, mas como Jardim assumiu essa frente de lidar com os atletas sem interferências de diretoria e logo causou boa impressão no trato pessoal, Boto acabou preservado.

O título carioca também teve um papel importante para estancar a crise. Pois retirou a enorme pressão sobre os jogadores e, consequentemente, para que Bap promovesse novas mudanças. O presidente indicou que vai manter Boto na sequência da temporada, mas ficou de estudar nomes para o futebol.

Nesse momento, novas chegadas na estrutura da pasta tem o entrave do próprio Leonardo Jardim, que não gosta de profissionais para gerir o vestiário. A avaliação no departamento de futebol é que se as vitórias e boas atuações vierem, a direção vai fazer valer o desejo do novo treinador.

Com isso, Boto se beneficia. Pois não precisará do embate diário com atletas, e ficará mais uma vez alinhado a Bap para avaliar o desempenho do futebol mais de longe. Com vínculo até o fim do ano, o diretor tem noção de que está a perigo e que é a bola da vez em caso de uma nova crise.